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CNC: endividamento das famílias sobe para 82%, mas inadimplência cai
Publicado em: 06/08/2026 12:51
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), aponta que 82% das famílias brasileiras estavam endividadas em julho, maior patamar já registrado pelo sexto mês consecutivo. O índice subiu ante junho (81,6%) e ante julho do ano anterior (78,5%). Em contrapartida, a inadimplência caiu para 29,8% em julho, ante 29,9% em junho e 30% há um ano. A pesquisa, que ouviu 18 mil famílias de todo o país, aponta tempo médio de atraso de 64,6 dias em julho, em trajetória de queda desde abril, quando estava em 65,1 dias. As famílias comprometem, em média, 29,5% do orçamento com dívidas, e o tempo médio de comprometimento é de 7,2 meses, ante 7,1 meses um ano antes. Foram consideradas dívidas com cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa. O cartão de crédito é o principal tipo de dívida, citado por 85,3% das famílias endividadas. Em seguida, aparecem carnês (16,1%), crédito pessoal (13%), financiamento de casa (9,6%), financiamento de carro (9%), crédito consignado (7,1%), cheque especial (3,4%), outras dívidas (2,5%) e cheque pré-datado (0,2%). Os dados também mostram diferença por faixa de renda: 84,9% das famílias com renda de até três salários mínimos têm dívidas, ante 72% das famílias com renda acima de dez salários mínimos. A inadimplência atinge 38,5% das famílias mais pobres e 15,1% das mais ricas. A divulgação ocorreu um dia após o Copom anunciar redução da Selic de 14,25% para 14% ao ano. Para o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, a queda tende a contribuir para a redução do custo das novas operações de crédito e para a renegociação de dívidas, sem efeitos imediatos. A CNC projeta endividamento de 82,6% em setembro e inadimplência de 30,3%.
FONTE ORIGINAL:
https://www.tribunadosertao.com.br/geral/2026/08/06/954518-cnc-endividamento-das-familias-sobe-para-82-mas-inadimplencia-cai
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