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PagBank lucra R$ 576 milhões no 2T26; crédito cresce 31%, mas inadimplência avança
Publicado em: 11/08/2026 18:09
O PagBank registrou lucro líquido recorrente de R$ 576 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 2% na comparação anual e praticamente estável frente ao trimestre anterior. A receita líquida somou R$ 3,4 bilhões, avanço de 1,7% na base anual. O ROAE ficou em 15,6%, com alta de 30 pontos-base na comparação anual e queda de 20 pontos-base na trimestral. O lucro por ação diluído subiu 10%, para R$ 2,06. A carteira de crédito fechou o trimestre em R$ 5,1 bilhões, crescimento de 31% em doze meses e de 2% na comparação trimestral. O avanço foi puxado pela carteira de capital de giro, que cresceu 204% e chegou a cerca de R$ 600 milhões, com originação média mensal de R$ 80 milhões. O consignado subiu 18%, para R$ 3,4 bilhões, e o cartão de crédito somou R$ 1,1 bilhão, alta de 35%. Pelo conceito expandido, que inclui antecipação de recebíveis, a carteira alcançou R$ 52,4 bilhões, alta de 9%. A inadimplência acima de 90 dias atingiu 3,4% no trimestre, ante 3,1% em março de 2026 e 2,5% no segundo trimestre de 2025. O CFO Gustavo Sechin atribuiu o movimento à mudança no mix de crédito: a proporção da carteira com garantia caiu de mais de 90% para cerca de 83%. Segundo ele, a inadimplência deve seguir em trajetória ascendente enquanto o portfólio sem garantia evoluir, e a fatia com garantia deve cair para cerca de 70%. O lucro bruto totalizou R$ 2 bilhões, alta de 2,8% na comparação anual. A instituição manteve o guidance de crescimento de 6% a 9% para essa linha em 2026. O CEO Carlos Mauad afirmou que a Selic deve rodar o segundo semestre em nível mais baixo que no ano passado. O CFO estimou impacto de R$ 360 milhões no lucro antes dos impostos para cada ajuste de 100 pontos-base na Selic e reconheceu que alcançar o teto do guidance ficou mais desafiador. Os depósitos somaram R$ 43 bilhões, alta de 15% na base anual. As perdas totais, incluindo chargeback em adquirência e provisões para devedores duvidosos, chegaram a R$ 106,2 milhões, aumento de 9% ante um ano antes. Sobre o Novo Desenrola, os executivos avaliaram a iniciativa como de escopo menor que o Desenrola 1.0 e com impacto limitado nas métricas de qualidade de crédito. A meta de ampliar a carteira para R$ 25 bilhões até 2029 foi mantida, com projeção de crescimento entre 25% e 35% para este ano.
FONTE ORIGINAL:
https://www.estadao.com.br/einvestidor/cenarios-e-mercado/pagbank-lucra-r-576-milhoes-no-2t26-mas-inadimplencia-sobe-e-chega-a-34
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