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O cliente empresa também não paga

Publicado em: 11/08/2026 14:58
O cliente empresa também não paga
O artigo “O cliente empresa também não paga”, publicado em 11 de agosto de 2026, traz dados recentes de inadimplência corporativa no Brasil. Segundo a Serasa Experian, abril registrou 9 milhões de CNPJs negativados, recorde histórico. No início do ano, o contingente era de 8,7 milhões de CNPJs, com dívida média superior a R$ 23 mil e cerca de sete restrições por empresa inadimplente. O texto relaciona esse cenário ao avanço das recuperações judiciais. Em 2025, foram 977 pedidos, maior volume desde 2016, envolvendo 2.466 empresas, o maior número da série histórica. Por setor, agropecuária e serviços responderam, cada um, por cerca de 30% dos casos; comércio, 21,7%; e indústria, 18,2%. O agronegócio, que em 2012 representava pouco mais de 1% dos pedidos, hoje lidera. Os pedidos de falência caíram 19% no mesmo ano. Segundo o artigo, isso não indica saúde financeira, mas a preferência de credores e devedores por alongar e reestruturar dívidas em vez de recorrer à quebra. A economista-chefe da Serasa Experian afirma que a inadimplência costuma funcionar como indicador antecedente da recuperação judicial; se essa relação se mantiver, os 9 milhões de CNPJs negativados em abril seriam um aviso para os próximos trimestres. O autor, Diego Maia, palestrante de vendas, defende que a análise de crédito precisa ocorrer antes do fechamento da venda, e não depois, como ocorre na maioria das empresas brasileiras. Ele destaca a necessidade de observar sinais de deterioração do cliente, como troca frequente do responsável pelas compras, redução de pedidos, alongamento de prazos e renegociação antes do vencimento. Também alerta para o risco de concentração de faturamento em poucos clientes: se um cliente relevante entra em recuperação judicial, o crédito vira habilitação em processo, com prazo longo e recuperação parcial. O artigo sustenta que vender para quem não paga é pior do que não vender, pois a venda não recebida consome margem, custos, impostos e estoque. A proposta apresentada é qualificar em vez de recusar o crédito, ajustando prazo, limite, garantia e condição ao risco real. A conclusão é que o cliente empresa também é um cliente endividado e que o mercado B2B perdeu a suposta proteção em relação ao consumo.
FONTE ORIGINAL:
https://monitormercantil.com.br/o-cliente-empresa-tambem-nao-paga
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