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O Índice Nacional de Confiança, elaborado pela PiniOn para a Associação Comercial de São Paulo, atingiu 96 pontos em julho, registrando queda de 1% em relação a junho e estabilidade na comparação com o mesmo mês do ano passado

Publicado em: 11/08/2026 12:56
O Índice Nacional de Confiança, elaborado pela PiniOn para a Associação Comercial de São Paulo, atingiu 96 pontos em julho, registrando queda de 1% em relação a junho e estabilidade na comparação com o mesmo mês do ano passado
O Índice Nacional de Confiança (INC), elaborado pela PiniOn para a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), atingiu 96 pontos em julho, com queda de 1% em relação a junho e estabilidade na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O resultado mantém o indicador abaixo da linha de 100 pontos. Segundo o economista da ACSP Ulisses Ruiz de Gamboa, os efeitos negativos dos juros elevados e do alto grau de endividamento das famílias continuam superando os impactos positivos da resiliência do mercado de trabalho, que segue gerando renda e emprego, além das transferências governamentais. Esse ambiente explicaria a deterioração da confiança em julho. A pesquisa foi realizada com 1.679 famílias residentes em capitais e cidades do interior do País. Os resultados regionais seguem heterogêneos: o Sul foi a única região com avanço da confiança; o Centro-Oeste apresentou estabilidade; Norte, Nordeste e Sudeste registraram retração. Por classe socioeconômica, houve redução da confiança na classe C, enquanto AB e DE permaneceram estáveis. Na análise por gênero, a confiança aumentou entre homens e diminuiu entre mulheres. O estudo também mostra piora na percepção das famílias sobre a situação financeira atual e deterioração das expectativas em relação a renda e emprego, acompanhada de redução da sensação de segurança no trabalho. A intenção de consumo de bens duráveis, como geladeiras e fogões, e de investimentos voltados ao futuro diminuiu; a intenção de compra de automóveis e imóveis permaneceu estável. O custo elevado do crédito e o comprometimento da renda das famílias seguem limitando a recuperação da confiança do consumidor brasileiro, segundo o economista.
FONTE ORIGINAL:
https://www.revistaanamaco.com.br/consumidor-desconfiado3
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