Voltar ao Observatório
Ouvir artigo
Compartilhar artigo
Abrir preferências de leitura
Tema
Claro
Sépia
Escuro
Tamanho da Fonte
A-
A+
Estilo da Fonte
Inter (Moderno)
Roboto (Clean)
Merriweather (Serifada)
Lora (Elegante)
Courier (Máquina)
Inflação acima do teto pode limitar novos cortes da Selic, avaliam especialistas
Publicado em: 12/08/2026 07:17
O corte da Selic para 14% ao ano não representa, na avaliação de especialistas citados na reportagem, o início garantido de um ciclo prolongado de reduções. A ata do Copom indica cautela diante de expectativas de inflação acima da meta: 5,02% para 2026, superando o teto em 0,52 ponto percentual, com projeções de 4,22% para 2027 e 3,8% para 2028. O quadro reforça a preocupação com a desancoragem das expectativas. Entre os fatores que dificultam a aceleração da flexibilização estão expectativas desancoradas, mercado de trabalho apertado e estímulos recorrentes à demanda por política fiscal. O IPCA é apontado como decisivo: uma inflação abaixo do esperado, com melhora de núcleos e serviços, poderia abrir espaço para novo corte, mas um único resultado não seria suficiente. A leitura favorável viria de redução disseminada, com moderação salarial, e não de queda concentrada em alimentos. No crédito, a redução da Selic não teria efeito imediato sobre o custo efetivo. Especialistas apontam que a taxa menor pode aliviar despesas financeiras e melhorar condições de refinanciamento, mas a desaceleração econômica tende a reduzir receitas e geração de caixa. Bancos e investidores podem manter spreads elevados se o risco de inadimplência continuar alto, tornando a seleção de tomadores — com análise de garantias, concentração, histórico de pagamentos e capacidade de recuperação — decisiva. A Selic de 14% ainda pesa sobre estoques, vendas parceladas, financiamento de fornecedores e antecipação de recebíveis. Há defasagem entre mudanças no custo financeiro e efeitos na atividade; o Banco Central precisa equilibrar o risco de cortar cedo demais, reaquecendo a demanda, e o de manter a restrição por tempo excessivo. No mercado de capitais, juro real ex-ante próximo de 9% mantém a renda fixa atrativa e aumenta a exigência sobre negócios de maior risco. O mercado de trabalho segue aquecido, com desemprego baixo e rendimento real crescendo acima da produtividade, o que mantém pressão sobre os preços. O cenário fiscal também pode elevar o juro neutro. No ambiente externo, petróleo elevado e Treasuries perto de 4,7% podem pressionar a inflação via combustíveis, fretes e insumos importados. Por isso, a expectativa é de cortes graduais, condicionados à evolução de serviços, núcleos, expectativas, atividade e condições fiscais e externas.
FONTE ORIGINAL:
https://tribunadoplanalto.com.br/inflacao-acima-do-teto-pode-limitar-novos-cortes-da-selic-avaliam-especialistas
⚠️
Aviso Importante
Este conteúdo foi coletado e processado com o auxílio de inteligência artificial.
Podem ocorrer imprecisões na extração. Recomendamos consultar a fonte original, especialmente para informações sensíveis.
Todos os direitos e créditos pertencem à fonte original, disponível no link acima.
0%
0.5x
0.75x
1.0x
1.25x
1.5x
2.0x