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As empresas vítimas do Banco Master
Publicado em: 12/08/2026 07:06
A crise do Banco Master, iniciada no final de 2025, gerou um rombo avaliado em pelo menos R$ 50 bilhões no Sistema Financeiro Nacional (SFN). Além do Banco de Brasília (BRB), outras companhias foram atingidas pelos desdobramentos, incluindo liquidações extrajudiciais e impactos em fundos de investimento, fundos de pensão e empresas com exposição acima de R$ 250 mil. O BRB é uma das principais instituições afetadas, com rombo estimado em ao menos R$ 12 bilhões. O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) aprovou um empréstimo ao governo do Distrito Federal equivalente a 16% da Receita Corrente Líquida (RCL), conforme a Resolução n. 43/2001 do Senado Federal. O banco buscou capitalizar R$ 6,6 bilhões com apoio do FGC e de outras instituições financeiras privadas. O Banco Central (BC) rejeitou a compra do Banco Master pelo BRB em julho de 2025, citando fluxo atípico de recursos transferidos pelo BRB ao Master nos primeiros meses daquele ano, ultrapassando o limite de exposição da estatal. O BRB enfrenta suposta falta de liquidez diária, com bloqueio de R$ 9 bilhões no orçamento do Distrito Federal e pagamentos em atraso, o que reforça a possibilidade de liquidação da instituição. Foram liquidadas seis instituições do conglomerado Master: Banco Master S.A., Banco Master de Investimento S.A., Banco Letsbank S.A., Master Corretora, Will Financeira e Banco Master Múltiplo S.A. Outras empresas, como Credcesta e Kovr, não foram automaticamente liquidadas. Também foram liquidadas CBSF DTVM, Banco Pleno e Pleno DTVM, que não faziam parte direta do conglomerado. Entre as organizações impactadas estão 58 Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), com cerca de R$ 3,9 bilhões em patrimônio líquido, além do FGC, que deverá desembolsar mais de R$ 40 bilhões para pagar credores. A crise se estende a um esquema mais amplo, com investigações sobre possíveis crimes, organizações criminosas, subornos a políticos e lobbies. Empresas envolvidas incluem o Grupo Refit, a Reag Investimentos (depois CBSF DTVM), a Tirreno, o Banco Múltipla, uma clínica médica de Contagem (MG), o GSR Fundo de Investimento / Fundo Astralo 95 e o SAF do Atlético Mineiro (Galo Forte FIP). A Tirreno foi usada numa simulação de venda de carteira de crédito de R$ 6 bilhões que só existia no papel, um ponto central para o mercado de recuperação de ativos e crédito.
FONTE ORIGINAL:
https://obrasilianista.com.br/camilalutfi/as-empresas-vitimas-banco-master
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