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A estratégia do Banco do Brasil para reduzir a inadimplência e voltar ao topo

Publicado em: 13/08/2026 17:23
A estratégia do Banco do Brasil para reduzir a inadimplência e voltar ao topo
O Banco do Brasil manteve as projeções para 2026 após o balanço do primeiro semestre mostrar um descompasso entre o desempenho das carteiras de crédito e o avanço da inadimplência, especialmente entre pessoas físicas e no agronegócio. Para reverter o quadro, a instituição planeja acelerar a concessão de crédito para clientes de alta renda, manter o financiamento ao agronegócio com maior volume de garantias e renegociar dívidas de produtores rurais com apoio da Medida Provisória 1.376/2026. No primeiro semestre de 2026, o Banco do Brasil reportou lucro líquido ajustado de R$ 7,3 bilhões, queda de 34,2% na comparação anual. A inadimplência consolidada chegou a 5,61%, ante 3,96% um ano antes. No segmento de pessoas físicas, o índice subiu 2,8 pontos percentuais, para 8,41%. O cartão de crédito foi um dos principais focos de deterioração, com a inadimplência dobrando em três meses, de 7% para 14%, puxada pelas classes D e E, que devem ficar fora do foco da concessão no segundo semestre. Na pessoa física, o banco pretende acelerar a concessão de crédito mesmo diante de juros elevados e do elevado endividamento das famílias, porque o crescimento da carteira ficou abaixo do previsto. A projeção é de expansão entre 6% e 10% em 2026, mas até junho o crescimento acumulado era de 4,4%. A presidente Tarciana Medeiros citou linhas consideradas seguras, como consignado público e privado, e o cartão Altus Liv, que cresceu o faturamento em 15% no último trimestre. A expectativa é que a inadimplência das pessoas físicas comece a melhorar já no próximo trimestre. No agronegócio, o Banco do Brasil espera que a Medida Provisória 1.376/2026 ajude na recuperação de créditos já provisionados, por meio da renegociação de dívidas. Segundo a presidente do banco, 70% da carteira de crédito do agronegócio referente à safra 2025/2026 conta com garantias, com a alienação fiduciária citada como mitigadora de risco. A carteira do agronegócio avançou 4,1% no primeiro semestre, acima do intervalo projetado de crescimento de 2% ou queda de até 2%. O vice-presidente de Agronegócios, Gilson Bittencourt, atribuiu parte desse crescimento a medidas de alongamento de dívidas, que mantiveram contratos na carteira sem representar necessariamente expansão equivalente de novos empréstimos. O banco afirma manter o apetite ao risco projetado no início do ano. A estratégia será testada por um cenário ainda adverso para o crédito às famílias e pelas incertezas do El Niño, que pode pressionar a capacidade de pagamento dos produtores rurais.
FONTE ORIGINAL:
https://veja.abril.com.br/economia/a-estrategia-do-banco-do-brasil-para-reduzir-a-inadimplencia-e-voltar-ao-topo
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