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Crédito do BB cresce com mais segurança; mas inadimplência do agro preocupa

Publicado em: 13/08/2026 14:46
Crédito do BB cresce com mais segurança; mas inadimplência do agro preocupa
A carteira de crédito do Banco do Brasil cresceu 1,4% em 12 meses e chegou a R$ 1,31 trilhão em junho, no segundo trimestre de 2026. O avanço foi puxado pelas concessões a consumidores, que passaram de R$ 342,5 bilhões para R$ 357,6 bilhões (+4,4%), e ao agronegócio, de R$ 404,9 bilhões para R$ 421,6 bilhões (+0,8%). Já a carteira para empresas recuou 4%, para R$ 404,1 bilhões. No primeiro semestre, as operações com o setor público cresceram 9%, para R$ 112 bilhões. O banco registrou no trimestre lucro líquido de R$ 3,9 bilhões, alta de 3,3% na comparação anual, e margem financeira bruta de R$ 27,5 bilhões, avanço de 9,6%. As operações classificadas em Estágio 1, de menor risco de inadimplência, subiram 1,7% em um ano e passaram a representar quase 90% das concessões. A melhora veio de pessoas jurídicas (89,4% para 90,9%) e agronegócio (89,1% para 89,6%); entre pessoas físicas, a participação caiu de 84,4% para 83,7%. Analistas do Itaú BBA avaliam que a mudança do mix de crédito em direção a pessoas físicas, que sustenta os spreads desde 2025, elevou o custo de crédito e que parte dos empréstimos de cartão e de consignado originados nos últimos trimestres ainda não amadureceu. O banco informou ter recuperado R$ 2 bilhões em créditos em julho. No agronegócio, a inadimplência acima de 90 dias subiu pelo 12º trimestre consecutivo e chegou a 6,27%, o maior nível desde o início da série, em 2014, com R$ 26,4 bilhões em operações vencidas. Na carteira total, a inadimplência de 90 dias atingiu 5,61%, ante 3,95% um ano antes; o total de pagamentos vencidos há mais de três meses subiu 12%, para R$ 69,8 bilhões. O Banco do Brasil espera redução relevante da provisão para devedores duvidosos do agronegócio com a MP 1.376, de renegociação de dívidas rurais, mas o BTG Pactual aponta entraves regulatórios, operacionais e orçamentários na implementação. A instituição prevê acomodação da inadimplência no consignado privado no segundo semestre e afirma que não há previsão de revisão do guidance. As ações ON recuavam 3% na Bolsa, para R$ 18,43, e o banco anunciou R$ 584,9 milhões em juros sobre capital próprio.
FONTE ORIGINAL:
https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2026/08/13/carteira-de-credito-banco-do-brasil---2t26.amp.htm
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