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Balanço do Banco do Brasil (BBAS3): o Que Mostram Lucro, Crédito e Inadimplência no 2º Trimestre
Publicado em: 13/08/2026 13:58
O Banco do Brasil (BBAS3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 3,3% ante o mesmo período de 2025 e avanço de 13,9% na comparação trimestral. O resultado superou a projeção de R$ 3,6 bilhões de analistas consultados pela Reuters. O banco também aprovou a distribuição de R$ 584,9 milhões em juros sobre capital próprio (JCP) complementares referentes ao trimestre. A inadimplência voltou a subir. As operações com atraso superior a 90 dias chegaram a 5,61% da carteira, ante 5,05% no primeiro trimestre e 3,96% um ano antes. O custo do crédito somou quase R$ 18,5 bilhões, alta de 16,1% na base anual, mas recuo de 2,1% na comparação trimestral. A carteira de crédito expandida terminou junho em R$ 1,31 trilhão, crescimento de 1,5% em 12 meses. A pressão foi mais forte entre pessoas físicas. A inadimplência acima de 90 dias nesse segmento atingiu 8,41%, contra 6,82% no trimestre anterior e 5,59% um ano antes. O cartão de crédito apresentou forte deterioração. A formação de novos créditos inadimplentes (NPL creation) entre pessoas físicas somou R$ 11,84 bilhões, mais que o dobro dos R$ 5,66 bilhões do primeiro trimestre. No segmento de empresas, a inadimplência ficou em 3,18%, mas entre micro, pequenas e médias empresas o índice chegou a 9,73%. No agronegócio, a inadimplência encerrou junho em 6,27%, praticamente estável ante 6,22% no trimestre anterior, porém bem acima dos 3,16% de um ano antes. Houve melhora no fluxo de novos inadimplentes do agro, que caiu de R$ 7,18 bilhões para R$ 5,72 bilhões, mas segue acima do registrado no segundo trimestre de 2025. O BB endureceu critérios para novas concessões rurais e ampliou renegociações, tendo anunciado R$ 210 bilhões para a safra 2026/27. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) ficou em 8,3%, ante 7,3% no trimestre anterior e 8,4% um ano antes. O índice de eficiência foi de 28%, estável na comparação trimestral. O índice de Basileia encerrou junho em 13,91%, abaixo dos 14,23% do primeiro trimestre, e o capital principal ficou em 11,27%. A margem financeira bruta alcançou R$ 27,5 bilhões, com contribuição da tesouraria e das operações com pessoas físicas.
FONTE ORIGINAL:
https://forbes.com.br/forbes-money/2026/08/lucro-banco-do-brasil-2o-trimestre-2026
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