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Endividamento recua, mas ainda limita o consumo dos natalenses
Publicado em: 13/08/2026 09:13
O percentual de famílias endividadas em Natal recuou para 82% em julho, o equivalente a aproximadamente 232,2 mil domicílios, segundo o Instituto Fecomércio Rio Grande do Norte (IFC). Apesar da retração, o indicador permanece elevado e segue limitando a capacidade de consumo na capital potiguar. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que considera cartão de crédito, cheque especial, carnês, crédito consignado, empréstimos pessoais e prestações de imóveis e veículos. Na inadimplência, o percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso ficou em 34,1% em julho. O resultado é seis pontos percentuais inferior aos 40,1% registrados no mesmo mês de 2025 e o menor para julho desde 2019. Na comparação mensal, porém, houve alta de 10,9 pontos percentuais ante os 23,2% de junho. A taxa local permanece acima das médias das capitais brasileiras (29,8%) e do Nordeste (31,2%). No cenário nacional, o endividamento também atingiu 82% das famílias, maior nível da série histórica iniciada em 2015. A média de renda comprometida com dívidas chegou a 29,5%, e o tempo médio dos compromissos ficou em 7,2 meses. Em Natal, cartão de crédito, carnês e crédito consignado estão entre as modalidades mais citadas; 36% dos entrevistados consideram o próprio endividamento moderado ou elevado. O recuo anual do endividamento e dos atrasos sugere movimento de reorganização financeira, com possível contribuição de renegociações e acordos com credores. O avanço mensal da inadimplência, no entanto, indica instabilidade na trajetória e pode pressionar o consumo e a concessão de crédito, sobretudo em segmentos de maior valor que dependem de financiamento. Entre famílias com renda de até três salários mínimos, o endividamento alcançou 84,9% no país, com 38,5% de contas em atraso e 17,8% sem condições de quitar as pendências. O comportamento do crédito e dos juros nos próximos meses segue determinante para a recuperação do consumo e o desempenho do comércio.
FONTE ORIGINAL:
https://agorarn.com.br/natal/endividamento-limita-consumo-natalenses
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