IBeGI
Tema
Tamanho da Fonte
Estilo da Fonte

Agibank pisa no acelerador do INSS, mas trava no freio dos custos

Publicado em: 14/08/2026 14:15
Agibank pisa no acelerador do INSS, mas trava no freio dos custos
O Agibank ampliou a base de clientes e a originação no consignado do INSS no segundo trimestre de 2026, mas a alta de custos e os efeitos regulatórios ainda impedem a conversão desse crescimento em lucro recorrente. Relatórios do Itaú BBA e do BTG Pactual apontam que a recuperação plena deve ocorrer apenas em 2027, um ano depois do estimado anteriormente. O banco somou mais de 600 mil novos clientes no trimestre, recorde, e elevou sua participação no consignado do INSS em 0,6 ponto percentual, para 9,6%. A carteira total de crédito atingiu R$ 37,1 bilhões, alta de 4,4% na comparação trimestral. As receitas de serviços, porém, ficaram 26% abaixo da projeção do Itaú BBA, totalizando R$ 136 milhões. O desempenho ocorre após uma crise regulatória com o INSS iniciada em 2025. Em agosto, o instituto suspendeu parte dos contratos por supostas irregularidades na atuação do banco como pagador de benefícios. Em dezembro, uma auditoria da CGU identificou contratos firmados após a morte de beneficiários e operações com juros fora dos padrões do INSS, levando à suspensão de novos empréstimos consignados. Em janeiro de 2026, o banco fez acordo com o INSS, assumiu compromissos de reforço na verificação de documentos e ampliou o monitoramento das operações, retomando a originação sob supervisão mais rígida. Do lado financeiro, as despesas administrativas somaram R$ 769 milhões, alta de 21% no trimestre e 12% acima do esperado. Os gastos com pessoal cresceram 45% e as despesas gerais e administrativas subiram 23%, incluindo custos com processos jurídicos. O índice de eficiência piorou de 43,2% para 48,9%. O resultado antes dos impostos caiu para R$ 115 milhões, queda de 47% no trimestre e de 69% em um ano; o lucro líquido positivo de R$ 200 milhões contou com um crédito tributário de R$ 85 milhões ligado ao IPO. Desde a oferta pública inicial, em fevereiro de 2026, as ações do Agibank na Nyse acumulam queda superior a 40%. O BTG Pactual alerta para o baixo volume de negociação e o risco de o papel se tornar uma 'órfã' no mercado. A gestora Lumina, ligada ao conselheiro Daniel Goldberg, elevou sua participação de 5% para 7%. Os relatórios mencionam que o crédito sem garantia, visto como porta de entrada para venda cruzada, não tem cumprido esse papel, e que as vantagens competitivas do banco podem apoiar uma eventual recuperação do retorno sobre patrimônio.
FONTE ORIGINAL:
https://finsidersbrasil.com.br/bancos-digitais/agibank-pisa-no-acelerador-do-inss-mas-trava-no-freio-dos-custos
⚠️ Aviso Importante

Este conteúdo foi coletado e processado com o auxílio de inteligência artificial.
Podem ocorrer imprecisões na extração. Recomendamos consultar a fonte original, especialmente para informações sensíveis.
Todos os direitos e créditos pertencem à fonte original, disponível no link acima.
0%