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‘Short selling’ inaugura nova era do crédito privado

Publicado em: 14/08/2026 05:02
‘Short selling’ inaugura nova era do crédito privado
Desde janeiro, a Resolução CMN 5.266 permite operações bilaterais de short selling no crédito privado entre instituições financeiras e fundos, sem a necessidade de infraestrutura de mercado. Antes, o empréstimo de títulos privados, como debêntures, para venda e recompra exigia uma infraestrutura que assumisse o risco da negociação, o que gerava um mercado pouco dinâmico, com alto custo e escassez de operações. A mudança atinge um mercado que já registra quase R$ 1 trilhão em negociações anuais no secundário, segundo a Anbima. O texto aponta que a venda a descoberto amplia as alternativas de hedge, cria fontes de retorno para gestores, melhora a eficiência na formação de preços e favorece o desenvolvimento do mercado secundário. A Anbima trabalhou na padronização das práticas de mercado para dar segurança jurídica e operacional às negociações. Foi publicado um guia com orientações sobre o fluxo das operações, do contrato inicial aos mecanismos de buy-in e situações de liquidação financeira. A implementação da infraestrutura de negociação está em andamento, com funcionalidades de repactuação antecipada e buy-in previstas para o segundo semestre. No campo da precificação, a autorregulação exige que bancos, gestores e custodiantes registrem as operações em até uma hora após o acordo. A Anbima publica diariamente preços de referência para cerca de 90% das debêntures. O volume negociado de debêntures no mercado secundário passou de R$ 177,5 bilhões em 2020 para R$ 947,3 bilhões em 2025. O artigo conclui que o próximo passo é o desenvolvimento de instrumentos que aumentem liquidez, permitam proteção de risco e tornem os preços mais eficientes. O ganho de liquidez dependerá do crescimento da escala e da adesão dos participantes.
FONTE ORIGINAL:
https://valor.globo.com/google/amp/financas/coluna/short-selling-inaugura-nova-era-do-credito-privado.ghtml
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