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Casas Bahia e outras varejistas recorrem à recuperação judicial em meio a juros altos
Publicado em: 17/08/2026 17:07
O varejo brasileiro enfrenta forte pressão financeira, com grandes empresas recorrendo à recuperação judicial para reorganizar dívidas e preservar operações. Casas Bahia, Tok&Stok e Mobly estão entre os casos recentes, em cenário de juros elevados, crédito mais caro, endividamento das famílias e aumento dos custos operacionais. Na segunda-feira (17), o Grupo Casas Bahia pediu recuperação judicial com dívida declarada de R$ 17,3 bilhões. O processo envolve dez empresas da holding e prevê fechamento de aproximadamente 300 lojas e redução do quadro de funcionários. A companhia busca financiamento de até R$ 1 bilhão para recompor estoques e manter operações durante a reestruturação. O Grupo Toky, controlador de Tok&Stok e Mobly, entrou em recuperação judicial em maio, com dívidas superiores a R$ 1 bilhão; em junho, o processamento foi aprovado pela Justiça. A Selic permanece em 14% ao ano, após quatro cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual, mantendo o custo do dinheiro elevado para capital de giro e crédito ao consumidor. O endividamento das famílias reduz o consumo de bens de maior valor, como móveis, eletrodomésticos e eletrônicos, segmentos dependentes de crédito. Isso compromete o fluxo de caixa e acelera a necessidade de renegociação com credores. Segundo a Serasa Experian, em março de 2026 foram registrados 76 pedidos de recuperação judicial envolvendo 176 empresas, com participação relevante do comércio. A Casas Bahia registrou prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre, influenciado por ajustes contábeis e por dificuldades de financiamento, estoques e geração de caixa. A empresa já havia realizado recuperação extrajudicial em 2024, renegociando R$ 4,1 bilhões em dívidas. A nova recuperação judicial reflete a combinação de juros elevados, restrição de crédito, custos operacionais e fragilidade financeira.
FONTE ORIGINAL:
https://acessepolitica.com.br/noticia/180082/casas-bahia-e-outras-varejistas-recorrem-a-recuperacao-judicial-em-meio-a-juros-altos
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