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Casas Bahia espera piora de endividamento das famílias, mas não deve fechar mais lojas
Publicado em: 17/08/2026 15:13
O Grupo Casas Bahia se pronunciou publicamente pela primeira vez desde o início da crise que levou ao fechamento de lojas e demissões na semana anterior. Em teleconferência de resultados, a diretoria afirmou que o fechamento de 298 lojas, equivalente a quase 30% da base total, será uma "onda única", sem novos encerramentos previstos no atual plano de transformação. A empresa comunicou ao mercado o pedido de recuperação judicial frente a um passivo de R$ 17,3 bilhões, sendo mais de 90% relativo a dívidas sem garantias, envolvendo cerca de 19 mil credores. O plano inclui ainda a venda de participação em ativos e corte de gastos com locação, logística e pessoal, com economia total projetada de R$ 2 bilhões em 2027. O presidente da rede, Renato Franklin, explicou que a recuperação judicial é uma ferramenta dentro do plano de transformação, após tentativas de recuperação extrajudicial em 2024 e de captação de capital via oferta de ações, que não avançaram devido ao fechamento da janela de mercado em abril. A empresa também negociou linhas com Banco do Brasil e Bradesco, sem sucesso, e estuda financiamento DIP junto a fundos, que pode chegar a R$ 1 bilhão. Sobre o cenário macroeconômico, a diretoria afirmou que o cliente tem sido afetado pela taxa de juros alta e pelo endividamento das famílias, além da disputa agressiva pelo orçamento do consumidor, incluindo as "bets". A empresa projeta um 2027 pior que 2026, com piora do endividamento e criação de passivos para os consumidores, dimensionando o plano para esse cenário. A diretoria financeira informou que valores não recorrentes de baixa de ativos, reestruturação, contratos não performados e imposto de renda diferido impactaram o resultado líquido em R$ 9,1 bilhões, sendo a maior parte do prejuízo contábil proveniente dos R$ 5,7 bilhões da baixa do imposto de renda diferido.
FONTE ORIGINAL:
https://valor.globo.com/empresas/noticia/2026/08/17/casas-bahia-espera-piora-de-endividamento-das-famlias-mas-no-deve-fechar-mais-lojas.ghtml
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