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Endividamento das famílias no Brasil bate recorde e chega a 82% em julho
Publicado em: 17/08/2026 14:54
O percentual de famílias endividadas no Brasil atingiu 82% em julho, o maior nível da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), segundo dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). Este é o sexto mês consecutivo de alta do indicador, que reflete o aperto no orçamento doméstico e a maior dependência do crédito para cobrir despesas básicas. O cenário ocorre em meio a juros elevados, que aumentam o custo das dívidas e dificultam a quitação dos débitos. O cartão de crédito continua sendo a principal modalidade utilizada pelos brasileiros, com a facilidade de acesso e o uso recorrente para despesas do dia a dia contribuindo para o aumento do comprometimento da renda. A pesquisa aponta que a inadimplência permanece em patamar elevado, refletindo a dificuldade de parte das famílias em cumprir seus compromissos financeiros. O cenário é ainda mais crítico entre consumidores de menor renda, que possuem menos margem no orçamento e maior exposição aos atrasos nos pagamentos. A CNC também alerta para o comprometimento da renda, que chegou a 19% das famílias, o maior nível desde março deste ano. A sequência de recordes registrada ao longo do ano reforça o quadro de fragilidade financeira das famílias, mesmo diante de sinais de recuperação gradual da atividade econômica. Para especialistas, a combinação entre crédito caro, renda ainda pressionada e inflação sobre itens essenciais contribui para explicar o aumento do endividamento. A CNC avalia que, sem uma melhora mais consistente da renda e uma redução do custo do crédito, o indicador deve permanecer em níveis elevados nos próximos meses, com impactos diretos sobre o consumo e o ritmo de crescimento da economia. O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, destacou que seis meses consecutivos de novos recordes negativos geram impactos no curto e médio prazo, não apenas no comércio. Ele citou sinais positivos de resiliência, como o pagamento de dívidas via programa Desenrola e o aumento da massa de rendimentos e ocupação, mas defendeu avanço em medidas que aliviem o bolso do trabalhador e estimulem o setor produtivo.
FONTE ORIGINAL:
https://ultimasnoticias.inf.br/noticia/endividamento-das-familias-no-brasil-bate-recorde-e-chega-a-82-em-julho
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