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Com dívida de R$ 17,3 bi, Grupo Casas Bahia pede recuperação judicial

Publicado em: 17/08/2026 07:24
Com dívida de R$ 17,3 bi, Grupo Casas Bahia pede recuperação judicial
O Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Justiça de São Paulo, declarando uma dívida de R$ 17,3 bilhões. O pedido abrange dez empresas da holding, incluindo as marcas Casas Bahia e Ponto Frio, o e-commerce Extra.com e a fabricante de móveis Bartira, além de subsidiárias de logística e tecnologia. A dívida declarada é composta por R$ 16,4 bilhões com credores quirografários (sem garantia), R$ 754 milhões com credores trabalhistas e R$ 154 milhões com microempresas e empresas de pequeno porte. Considerando os créditos extraconcursais, que incluem recebíveis de cartão e arrendamento mercantil com propriedade fiduciária, a dívida total ultrapassa R$ 27,8 bilhões. Instituições financeiras e fabricantes de eletroeletrônicos estão entre os principais credores. O Banco Digio, do Grupo Bradesco, lidera com R$ 3,28 bilhões a receber, seguido pelo Banco do Brasil (R$ 2,99 bilhões), Zurich (R$ 1,98 bilhão) e Bradesco (R$ 1,5 bilhão). Entre os fornecedores estão Samsung (R$ 973 milhões), Whirlpool (R$ 800 milhões), Electrolux (R$ 700 milhões) e LG (R$ 623 milhões). O grupo informou a demissão de cerca de 3.000 funcionários, dos 30.117 colaboradores, e o fechamento de quase 300 lojas. A empresa também afirmou que os investimentos devem cair 40%, com foco em projetos essenciais. O CEO Renato Franklin afirmou que o pedido busca fortalecer a continuidade da operação, permitindo captação de linhas de crédito de curto prazo e negociação organizada com credores. A empresa reportou prejuízo de R$ 10,1 bilhões no trimestre, ante perda de R$ 555 milhões no mesmo período do ano anterior, registrando o oitavo trimestre seguido de perdas. O patrimônio líquido está negativo em R$ 8,1 bilhões, e as ações encerraram o dia em queda de 33%, a R$ 0,45 na Bolsa. A petição cita patamares altos de taxas de juros, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo como fatores da crise. A empresa pede medidas de urgência, incluindo suspensão de execuções por 180 dias, vedação ao vencimento antecipado de contratos e manutenção do fluxo de recebíveis, citando risco de vencimento antecipado de R$ 10 bilhões em contratos financeiros e comerciais.
FONTE ORIGINAL:
https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/casas-bahia-entra-com-pedido-de-recuperacao-judicial.shtml
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