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Itaú, Bradesco, Santander e BB: o que balanços do 2T dizem sobre cautela do setor?

Publicado em: 17/08/2026 06:00
Itaú, Bradesco, Santander e BB: o que balanços do 2T dizem sobre cautela do setor?
A temporada de balanços do segundo trimestre de 2026 dos quatro maiores bancos brasileiros — Itaú, Bradesco, Santander Brasil e Banco do Brasil — foi marcada por um tom uniforme de cautela na concessão de crédito. Mesmo com resultados que em alguns casos superaram as expectativas do mercado, as instituições sinalizaram redução da exposição a tomadores mais arriscados e ao crédito sem garantia, priorizando operações com garantia e clientes de renda mais alta. A postura defensiva ocorre em um contexto de mercado de trabalho ainda forte e economia superando expectativas, mas com sinais crescentes de deterioração nas finanças das famílias brasileiras. O comprometimento de renda já ronda 50% da renda disponível, próximo de recordes, o que levou os bancos a reconhecerem a necessidade de maior apuro na seleção de riscos, conforme análise da consultoria BRCG. Entre os fatores apontados para a piora das finanças estão mudanças regulatórias, expansão das fintechs e adoção de meios digitais de pagamento, que ampliaram o acesso ao crédito. No lado conjuntural, políticas de estímulo ao consumo e ao crédito elevaram a alavancagem das famílias por meio de linhas sem garantia e de custo elevado, como cartão de crédito e empréstimo pessoal — modalidades que os grandes bancos agora evitam para clientes de menor renda. O presidente do Itaú, Milton Maluhy Filho, alertou que o volume de crédito distribuído no mercado está acima da capacidade de absorção, indicando comprometimento excessivo de renda. No Bradesco, o presidente Marcelo Noronha afirmou que o apetite para clientes de menor renda é muito menor do que no passado. O Santander Brasil reduziu exposição a clientes com renda abaixo de R$ 4 mil, enquanto o Banco do Brasil prioriza o crescimento no crédito consignado público e privado. Os resultados do Bradesco foram considerados a principal surpresa positiva do trimestre, com lucro recorrente de R$ 7,05 bilhões, alta de 16,2% anual, e ROAE de 16,2%. Apesar disso, a inadimplência acima de 90 dias subiu para 4,3% e as provisões somaram R$ 10 bilhões, alta de 22,6%. O Nubank, por sua vez, registrou aumento da inadimplência para 6,9%, mas manteve crescimento de lucro, sem enxergar deterioração disseminada entre consumidores.
FONTE ORIGINAL:
https://www.infomoney.com.br/mercados/itau-bradesco-santander-e-bb-o-que-balancos-do-2t-dizem-sobre-cautela-do-setor
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