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Novo funding imobiliário pede recalibragem antes de janeiro

Publicado em: 18/08/2026 14:47
Novo funding imobiliário pede recalibragem antes de janeiro
O setor de financiamento habitacional brasileiro enfrenta a reta final de 2026 com a tarefa de ajustar o novo modelo de captação de recursos criado em 2025, que tem vigência prevista para janeiro de 2027. O alerta foi feito pelo presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Michel Cury, na abertura do ABECIP Summit 2026, realizado em 18 de agosto. A avaliação é de que o sistema precisa de calibragens para absorver mudanças nas condições econômicas, especialmente em um cenário de juros mais volátil do que o previsto. O novo modelo reduziu a dependência histórica da caderneta de poupança e incorporou instrumentos como Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras Imobiliárias Garantidas (LIG) e operações via mercado de capitais. Essa diversificação, no entanto, transferiu parte relevante do custo de captação para a dinâmica da curva de juros. Quando os vértices das taxas prefixadas sobem, o dinheiro tomado pelos bancos fica mais caro, e essa pressão tende a chegar com mais velocidade ao custo final do financiamento. Executivos de grandes bancos, incluindo Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Santander, concordaram que a poupança continua relevante, mas tende a perder peso relativo nos próximos anos. O diretor de Crédito Imobiliário do Bradesco, Romero Albuquerque, afirmou que a migração para o mercado está em curso e reforça a necessidade de um ambiente de juros mais favorável para o crédito habitacional. Os representantes das cinco instituições financeiras defenderam aperfeiçoamentos antes da implementação definitiva das novas regras. A Abecip mantém contato constante com o Banco Central, que demonstrou disposição para discutir aperfeiçoamentos. O presidente da Abecip cobrou efetividade nas próximas semanas, lembrando que estamos em agosto e a nova regra está marcada para janeiro. Além do custo do dinheiro, Cury colocou a eficiência operacional no centro do debate, defendendo a redução do intervalo entre a proposta e a assinatura do contrato. As apostas são o avanço do registro eletrônico de imóveis e a padronização de processos entre instituições financeiras, registradoras e incorporadoras. O objetivo é chegar à virada do ano com um modelo em sintonia com a trajetória da economia e capaz de sustentar a expansão do crédito sem transferir volatilidade excessiva ao mutuário.
FONTE ORIGINAL:
https://www.spacemoney.com.br/credito/novo-modelo-credito-imobiliario-recalibragem-janeiro
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