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Crédito imobiliário chega a 11% do PIB, mas juros e funding limitam avanço no Brasil - Portal IN - Pompeu Vasconcelos

Publicado em: 18/08/2026 14:40
Crédito imobiliário chega a 11% do PIB, mas juros e funding limitam avanço no Brasil - Portal IN - Pompeu Vasconcelos
O crédito imobiliário brasileiro atingiu cerca de 11% do Produto Interno Bruto (PIB), mais que dobrando sua participação na economia em uma década, quando representava aproximadamente 5%. O dado foi apresentado durante o Abecip Summit, promovido pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), com a participação de executivos de Caixa, Bradesco, Santander, Itaú e Banco do Brasil. A comparação internacional evidencia a distância do mercado nacional: enquanto o Brasil registra 11% do PIB em crédito imobiliário, África do Sul tem 23%, Chile 26%, Estados Unidos 41% e Reino Unido 56%. Para o presidente da Abecip, Michel Cury, a diferença indica espaço disponível para crescimento, em vez de fragilidade estrutural. A Caixa Econômica Federal, maior agente do financiamento habitacional, projeta expansão de cerca de 10% nas concessões em 2026, apoiada em recursos da poupança e do FGTS. A vice-presidente de Habitação, Inês Magalhães, destacou a demanda elevada por casa própria, especialmente entre famílias de menor renda, mas ponderou que o crescimento precisa ser sustentável, com custo do dinheiro, funding e estabilidade econômica como fatores determinantes. A inadimplência da carteira habitacional permanece próxima de 1% e estável, segundo o vice-presidente executivo do Bradesco, José Ramos Rocha. O executivo atribuiu o comportamento à tendência das famílias de preservar o pagamento relacionado à moradia, mas defendeu condições macroeconômicas para redução estrutural dos juros, citando a volatilidade histórica das taxas como obstáculo ao financiamento de longo prazo. No Santander, o vice-presidente de Varejo, Ede Viani, apontou o comprometimento da renda com outras dívidas como limitador para novos financiamentos, criando uma combinação de demanda por imóveis e baixa inadimplência, mas com dificuldade de contratação. O Itaú, por meio do diretor Flávio Iglesias, defendeu avanços na segurança jurídica e destacou o potencial da inteligência artificial para acelerar contratações e aprimorar modelos de análise de crédito. Para o Banco do Brasil, a escassez de funding de longo prazo é a maior barreira para expansão sustentável, segundo o vice-presidente Gilson Bittencourt. O debate indica que elevar o crédito imobiliário além dos 11% do PIB exigirá juros estruturalmente menores, novas fontes de recursos, renda disponível das famílias e maior previsibilidade jurídica.
FONTE ORIGINAL:
https://www.portalin.com.br/negocios/credito-imobiliario-chega-a-11-do-pib-mas-juros-e-funding-limitam-avanco-no-brasil
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