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BofA vê tempestade no crédito e acende alerta ao varejo

Publicado em: 18/08/2026 13:47
BofA vê tempestade no crédito e acende alerta ao varejo
O Bank of America (BofA) voltou a alertar o sistema financeiro brasileiro após a leitura dos balanços do segundo trimestre de 2026. No relatório "A tempestade se aproxima", a instituição aponta um contexto de risco crescente, com calotes em trajetória ascendente, reforço de provisões e orçamento familiar apertado. A orientação aos clientes é manter cautela, com atenção especial a bancos e companhias de varejo. O custo de risco, indicador que cruza provisões para perdas com o total emprestado, avançou na maioria das instituições financeiras no trimestre. Os dados citados mostram comprometimento dos lares com dívidas em 49,8% e parcela da renda destinada ao serviço dessas obrigações em 28,5%. No crédito ao consumidor, a inadimplência subiu 20 pontos-base no trimestre e acumula elevação de 50 pontos-base no ano, apesar do programa Desenrola. A análise separa as instituições pela composição das carteiras. Itaú Unibanco e Bradesco aparecem como exemplos de maior resiliência, com custo de risco praticamente estável. Já Santander Brasil, Porto e braços financeiros do varejo registraram elevação mais intensa, devido à concentração em públicos de menor renda ou linhas específicas de financiamento. Relatos do varejo reforçam o diagnóstico de consumidor com menos recursos. Assaí comentou mudança no padrão de compras, Grupo Casas Bahia citou o peso do endividamento, e Lojas Renner adotou cautela na concessão de crédito. Natura e Magazine Luiza relataram elevação nas perdas esperadas e inadimplência. O impacto das apostas online sobre a renda das famílias foi tema recorrente nos encontros com empresas. Várias companhias relataram que as plataformas de bets consomem parcela relevante do orçamento doméstico, reduzindo o dinheiro disponível para consumo e pagamento de contas. O BofA considera que as bets passaram a integrar o radar de risco de crédito. O BofA encerra com orientação defensiva para o setor financeiro, considerando juros elevados, famílias endividadas e desaceleração do emprego. A recomendação é privilegiar instituições com carteiras mais protegidas e monitorar companhias concentradas em segmentos de maior risco. Indicadores de custo de risco, provisões e inadimplência devem continuar no centro das análises.
FONTE ORIGINAL:
https://www.spacemoney.com.br/credito/tempestade-credito-bofa-bancos-varejo
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