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Guia reúne regras para empresas de ativos digitais se adequarem ao Banco Central

Publicado em: 18/08/2026 12:54
Guia reúne regras para empresas de ativos digitais se adequarem ao Banco Central
Empresas de ativos digitais no Brasil têm até 30 de outubro para se adequar às regras do Banco Central e obter autorização. A partir dessa data, companhias sem autorização terão de encerrar as atividades, e empresas autorizadas não poderão operar com participantes fora do regime regulatório. Diante desse cenário, a B8 Partners lançou o Guia de Segurança e Compliance no Mercado Brasileiro de Ativos Digitais, apresentado durante o Blockchain.RIO. O material organiza as exigências regulatórias previstas nas Resoluções BCB 519, 520 e 521, além de outras normas, instruções e pareceres do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A Solana e a Amatz Integrity patrocinam a iniciativa. O guia divide o processo de adequação em seis áreas: entrada no mercado, escolha de parceiros e contrapartes, custódia, monitoramento de transações, operações internacionais e resposta a incidentes. Em cada etapa, o documento explica o que a regulação exige e quais medidas as empresas podem adotar, incluindo verificações como consulta à autorização do Banco Central e análise de listas de sanções. Além das normas brasileiras, o material considera padrões internacionais, como recomendações do Grupo de Ação Financeira Internacional (FATF) e regras do Comitê de Basileia para exposições bancárias a criptoativos. Essas referências ajudam as empresas a estruturar controles de segurança, gestão de riscos e compliance conforme práticas internacionais. O documento também analisa operações de rastreamento e recuperação de ativos digitais, citando a apreensão de mais de US$ 15 bilhões em bitcoin pelo Departamento de Justiça dos EUA em outubro de 2025 e o congelamento de mais de R$ 3 bilhões pela Operação Lusocoin da Polícia Federal em setembro de 2025. A partir desses casos, o guia aponta condições que podem facilitar ou dificultar a recuperação de recursos. Entre as principais recomendações, o guia orienta as empresas a protocolarem o pedido de autorização antes do prazo, exigirem comprovação de segregação patrimonial por auditoria independente e combinarem três etapas no monitoramento de transações: análise do fluxo financeiro, do cliente e do parceiro. O cronograma de adequação segue até 2028, com a retirada dos ativos dos clientes do balanço dos custodiantes prevista para janeiro de 2027.
FONTE ORIGINAL:
https://bpmoney.com.br/mercado/guia-reune-regras-para-empresas-de-ativos-digitais-se-adequarem-ao-banco-central
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