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Cartões de criptomoedas avançam sem cobrança de IOF sob novas regras do Banco Central

Publicado em: 18/08/2026 11:20
Cartões de criptomoedas avançam sem cobrança de IOF sob novas regras do Banco Central
Os cartões de criptomoedas têm avançado no Brasil, impulsionados pela praticidade e pelo uso de stablecoins, além de permitirem evitar a incidência de IOF em pagamentos internacionais. O crescimento do uso ocorre em meio às novas regras do Banco Central, com especialistas alertando para riscos de consumidores utilizarem empresas que não atendam às exigências do órgão regulador e para a possibilidade de o governo tributar essas operações no futuro. Segundo dados da Receita Federal, o mercado de criptoativos movimentou R$ 505,5 bilhões em 2025, com stablecoins como USDT, USDC e BRZ movimentando mais de R$ 360 bilhões no mesmo ano. Dados da Binance Research indicam que a modalidade de cartões cripto ultrapassou US$ 747 milhões em movimentações em maio de 2026, acumulando crescimento de 48,6% no ano. Os cartões cripto funcionam de duas maneiras: como débito ou pré-pagos, debitando o valor da compra do saldo de criptoativos, ou com funcionamento semelhante ao crédito, onde o usuário mantém ativos como referência e pode pagar a fatura com dinheiro ou criptomoedas. O meio de pagamento permite transformar criptoativos em recursos para despesas cotidianas, compras internacionais ou manutenção de patrimônio em dólar. No Brasil, cartões como os da Binance, Kast, Onda Finance e OKX permitem usar criptoativos em compras no exterior e no país, com custos que variam conforme a empresa, incluindo taxas de conversão de 0,9% a 2,9% e spread cambial. Desde fevereiro de 2026, o Banco Central passou a regulamentar as prestadoras de serviços de ativos virtuais, com exigências de capital mínimo, segregação patrimonial e supervisão das empresas. A nova regulamentação enquadrou operações com ativos virtuais referenciados em moedas fiduciárias no mercado de câmbio, o que alimentou proposta de cobrança de taxa de 3,5% de IOF sobre o ativo, atualmente sem essa tributação. As autorizações para funcionamento ainda não foram concedidas, e especialistas recomendam que o consumidor acompanhe a situação das empresas, pois a partir de novembro o Banco Central começará a fiscalizar o mercado de maneira mais rigorosa.
FONTE ORIGINAL:
https://www.jornaldotocantins.com.br/economia/cart-es-de-criptomoedas-avancam-sem-cobranca-de-iof-sob-novas-regras-do-banco-central-1.3445981
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