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BC vê primeiros resultados de novo modelo para financiar crédito imobiliário

Publicado em: 18/08/2026 11:09
BC vê primeiros resultados de novo modelo para financiar crédito imobiliário
O Banco Central avalia que os primeiros resultados do novo modelo de funding do crédito imobiliário, desenhado para reduzir a dependência da poupança e ampliar o uso de recursos do mercado de capitais, já começam a aparecer nas operações de financiamento habitacional. A avaliação foi feita por Gilneu Vieira, diretor de Regulação do BC, durante a abertura do ABECIP Summit 2026. Segundo o diretor, a fase de testes iniciada nos últimos meses de 2025 interrompeu a trajetória de queda das concessões observada naquele ano, com incremento nas concessões para imóveis até R$ 1 milhão e na faixa entre R$ 1 milhão e R$ 2,2 milhões. O novo modelo prevê a substituição gradual da poupança como principal fonte de recursos, com novas operações financiadas prioritariamente por captação no mercado, enquanto a poupança assume papel complementar na redução do custo. Na fase de testes, 500 pontos-base da linha de compulsório, ou 5% do saldo da poupança, foram destinados à contratação de operações no novo formato. A vigência plena do modelo está prevista para começar em 2027, de forma gradual, conforme explicou Vieira. O CMN estabeleceu uma transição longa para evitar efeitos negativos sobre contratos já existentes. O balanço após nove meses indica que, para imóveis até R$ 1 milhão, as taxas praticamente não se alteraram. Para a faixa entre R$ 1 milhão e R$ 2,2 milhões, as taxas recebem 25 pontos percentuais superiores às dos imóveis até R$ 1 milhão. Já para imóveis acima de R$ 2,2 milhões, que historicamente tinham taxas cerca de 35 pontos abaixo dos imóveis de menor valor, agora as taxas são superiores em cerca de 75 pontos percentuais. Entre os objetivos da mudança estão a criação de um mercado secundário mais robusto, o melhor aproveitamento dos recursos da poupança e a ampliação do uso de instrumentos do mercado de capitais. Inês Magalhães, vice-presidente de Habitação da Caixa Econômica Federal, reforçou que os modelos históricos FGTS e SBPE seguem fundamentais, mas são insuficientes para sustentar o crédito habitacional. O evento também destacou temas estruturais para a próxima década do financiamento habitacional, como digitalização, registro eletrônico, inteligência artificial e interoperabilidade de dados. Entre os desafios do novo modelo, Vieira citou a definição dos indexadores dos contratos, os efeitos da portabilidade e a adaptação das instituições a uma estrutura mais baseada em recursos de mercado.
FONTE ORIGINAL:
https://www.infomoney.com.br/minhas-financas/bc-ve-primeiros-resultados-de-novo-modelo-para-financiar-credito-imobiliario
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