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Crédito imobiliário: bancos pedem revisão do teto de juros de 12% no novo modelo de financiamento

Publicado em: 19/08/2026 17:12
Crédito imobiliário: bancos pedem revisão do teto de juros de 12% no novo modelo de financiamento
Os grandes bancos estão pleiteando ao Banco Central uma revisão no teto de juros de 12% ao ano incluído nas regras do novo modelo de crédito imobiliário, lançado pelo governo federal em outubro de 2025 e com entrada em vigor prevista para janeiro de 2027. A discussão entre as instituições financeiras e a autoridade monetária abrange três tópicos principais, segundo pessoas a par do assunto. Uma das propostas seria derrubar o teto e afastar a regulação sobre a taxa cobrada nos empréstimos, com a lógica de que a alta concorrência no setor dispensaria um teto para as taxas. Outra opção seria acelerar a liberação dos depósitos compulsórios da caderneta de poupança, aumentando a liquidez do sistema. Pelas regras já definidas, a liberação ocorrerá de modo escalonado ao longo de dez anos, e a hipótese seria reduzir esse prazo para cinco anos. O terceiro tópico é um eventual adiamento na entrada em vigor do novo modelo de crédito enquanto a discussão não está amadurecida, com a hipótese de adiar o início da vigência para 2028. Esses aspectos vêm sendo discutidos pelas instituições com o BC ao longo do ano, e a autoridade se mostrou disposta a realizar ajustes, avaliaram interlocutores ouvidos pelo Estadão/Broadcast. O novo modelo de crédito imobiliário mexe com as fontes de recursos que abastecem os financiamentos do setor. No novo modelo, o montante disponível para o crédito subirá para 80% ao longo de dez anos, com redução do compulsório para zero. Em 2026, começaram os testes, com os compulsórios cortados de 20% para 15%. A partir de 2027, os compulsórios serão reduzidos em 1,5 ponto porcentual por ano. Os bancos argumentam que o modelo impõe o desafio de se fazer uma substituição gradual do funding. Hoje, a principal fonte é a poupança, com custo reduzido para os bancos (cerca de 8% ao ano). Com o novo modelo, os recursos virão das letras de crédito imobiliário (LCIs) e do mercado de capitais, cujas taxas oscilam em torno da Selic (14% ao ano), o que tende a pressionar o custo do crédito imobiliário. O diretor de regulação do Banco Central, Gilneu Vivan, reconheceu que um dos desafios na implementação do novo modelo é a obrigação de alocação de 80% dos recursos em operações que atendam às condições do SFH: valor do imóvel até R$ 2,25 milhões e juros máximos de 12% ao ano. Ele afirmou que o novo modelo está em permanente reavaliação, não só quanto aos efeitos produzidos no período de testes, mas ao longo de toda a sua vigência.
FONTE ORIGINAL:
https://www.estadao.com.br/economia/negocios/credito-imobiliario-bancos-pedem-revisao-do-teto-de-juros-de-12-no-novo-modelo-de-financiamento
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