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Cartões movimentam R$ 2,3 trilhões, mas débito perde espaço no Brasil - Portal IN - Pompeu Vasconcelos

Publicado em: 19/08/2026 15:50
Cartões movimentam R$ 2,3 trilhões, mas débito perde espaço no Brasil - Portal IN - Pompeu Vasconcelos
O mercado brasileiro de cartões movimentou R$ 2,3 trilhões no primeiro semestre de 2026, com crescimento de 8% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). O resultado veio acompanhado de uma mudança na distribuição dos pagamentos, com o crédito consolidando liderança e o débito perdendo espaço. O cartão de crédito respondeu sozinho por R$ 1,7 trilhão do volume total, com alta de 12,1% em um ano. Já o débito movimentou R$ 481,6 bilhões, queda de 1,8%, enquanto os cartões pré-pagos ficaram praticamente estáveis, com alta de 0,5%, para R$ 191,1 bilhões. Em quantidade de transações, foram 23,9 bilhões de operações no semestre, crescimento de 3%, com o crédito registrando 11,1 bilhões de transações (alta de 7,4%) e o débito recuando 0,8%, para 8,1 bilhões. No segundo trimestre, o ritmo de crescimento desacelerou: o volume movimentado foi de R$ 1,2 trilhão, alta de 7,7% ante o mesmo período de 2025, abaixo da expansão de 8,3% registrada no primeiro trimestre. O crédito sustentou o desempenho, com R$ 846,3 bilhões e alta anual de 11,4%, enquanto o débito caiu 1,2% e o pré-pago avançou apenas 0,2%. Segundo o presidente da Abecs, Giancarlo Greco, a desaceleração acompanha sinais de menor dinamismo da economia e deterioração da confiança do consumidor, além de uma postura mais cautelosa dos emissores na concessão de limites e na oferta de produtos. Os pagamentos por aproximação, por outro lado, continuaram avançando rapidamente, movimentando R$ 1 trilhão no semestre, alta de 18,5%, e respondendo por 76,2% das transações presenciais com cartões. A Abecs também divulgou pela primeira vez dados sobre o trilho voucher, infraestrutura para pagamentos com cartões de benefícios, que movimentou R$ 788 milhões no semestre, distribuídos por quase 9 milhões de transações, com tíquete médio de R$ 88. A expectativa do setor é de atividade mais forte no segundo semestre, mas a associação ainda avaliará se a recuperação será suficiente para preservar a projeção de crescimento de 9,5% a 11,5% no volume movimentado por cartões em 2026.
FONTE ORIGINAL:
https://www.portalin.com.br/negocios/cartoes-movimentam-r-23-trilhoes-mas-debito-perde-espaco-no-brasil
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