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Endividamento dispara em Goiás e já atinge três em cada quatro famílias

Publicado em: 19/08/2026 08:02
Endividamento dispara em Goiás e já atinge três em cada quatro famílias
O endividamento das famílias goianas atingiu patamar de alerta em 2026, segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em março, 75,8% das famílias em Goiás possuíam algum tipo de dívida, ante 64,2% um ano antes, um avanço de 11,6 pontos percentuais que passou a alcançar praticamente três em cada quatro lares no estado. O quadro se agrava com a dificuldade de pagamento: 38,6% das famílias goianas estavam com contas em atraso, e apenas uma em cada cinco entre as inadimplentes afirmava ter condições de regularizar os débitos. Entre as famílias com renda de até dez salários mínimos, o percentual de endividados chegava a 77,7%, evidenciando maior vulnerabilidade dos orçamentos de menor renda. O cenário goiano acompanha movimento de alta nacional. Em março, o endividamento no país era de 80,4% das famílias, avançando para 82% em julho, novo recorde da série histórica da Peic. A inadimplência nacional ficou em 29,8%, mostrando que endividamento e atraso no pagamento são fenômenos distintos, embora a combinação entre eles represente maior vulnerabilidade financeira. O custo do dinheiro é um dos fatores que explicam a pressão sobre os consumidores. Mesmo com o início da flexibilização da política monetária ao longo de 2026, os juros seguem em patamares elevados, encarecendo empréstimos, financiamentos e outras modalidades de crédito. O Banco Central ressalta que a Selic influencia as taxas cobradas nas operações de crédito da economia. O cartão de crédito permanece como a principal modalidade de endividamento entre as famílias goianas, segundo o levantamento da CNC. O risco aparece quando a fatura não é paga integralmente e o consumidor entra em modalidades com juros mais elevados ou acumula parcelamentos sucessivos. A pressão sobre o orçamento ocorre em meio a custo de vida ainda elevado, com IPCA acumulando alta de 3,36% em 2026 e 4,64% em 12 meses até junho. A inadimplência também pode dificultar o acesso a novas linhas de crédito, pois instituições financeiras avaliam renda, histórico de pagamento, comprometimento financeiro e risco antes da concessão. Especialistas orientam que consumidores com dificuldades devem agir antes que a situação se agrave, levantando todas as dívidas, identificando os maiores custos e buscando negociação sustentável, analisando juros, parcelas e custo total das propostas de renegociação.
FONTE ORIGINAL:
https://stgnews.com.br/endividamento-dispara-em-goias-e-ja-atinge-tres-em-cada-quatro-familias
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