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Nem o Desenrola salva os bancões? Inadimplência ainda deve piorar no 3T26, mostra pesquisa do BC
Publicado em: 20/08/2026 19:36
A Pesquisa Trimestral de Condições de Crédito (PTC), do Banco Central, indica que as instituições financeiras esperam nova deterioração da inadimplência no terceiro trimestre de 2026, embora em ritmo menor que o observado no trimestre anterior. O levantamento funciona como um termômetro das condições de oferta e demanda de crédito no Sistema Financeiro Nacional, registrando a avaliação dos bancos participantes, sem representar uma previsão do próprio BC. No segundo trimestre, a oferta de crédito já havia se tornado mais restritiva na maioria dos segmentos, enquanto a demanda permaneceu resiliente. Para o terceiro trimestre, a expectativa é de continuidade do aperto para empresas e relativa estabilização no crédito para pessoas físicas. A inadimplência se comportou em linha com as expectativas no 2T26 e segue entre os principais fatores de restrição da oferta. Entre as pessoas jurídicas, micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) devem enfrentar ambiente mais restritivo, pressionado principalmente pela inadimplência. Nas grandes empresas, a oferta de crédito também secou mais no segundo trimestre, com manutenção do quadro no terceiro, influenciada pela inadimplência e pelas condições gerais da economia doméstica. No crédito ao consumo, as instituições esperam que o custo e a disponibilidade de funding, combinados com menor tolerância ao risco, aumentem a restrição da oferta para pessoa física. Emprego e renda ainda sustentam a demanda, mas o comprometimento financeiro das famílias e a inadimplência limitam a disposição dos bancos de acelerar os empréstimos. No crédito habitacional, que foi exceção no segundo trimestre, também há expectativa de algum aperto no 3T26. Os programas de renegociação, como o Novo Desenrola Brasil, lançado em maio, e o Desenrola Adimplentes, criado em junho, ajudam a reorganizar carteiras e aliviar a situação de parte dos devedores. Em agosto, o Novo Desenrola já havia renegociado R$ 25,51 bilhões em dívidas em atraso. Apesar disso, a pesquisa mostra que, na avaliação das instituições, ainda é cedo para considerar resolvida a questão da qualidade do crédito.
FONTE ORIGINAL:
https://www.seudinheiro.com/2026/empresas/nem-o-desenrola-salva-os-bancoes-inadimplencia-ainda-deve-piorar-no-3t26-mostra-pesquisa-do-bc-miql
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