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Casas Bahia em crise: quem mais no varejo enfrenta pressão de dívida?

Publicado em: 20/08/2026 05:00
Casas Bahia em crise: quem mais no varejo enfrenta pressão de dívida?
A crise da Casas Bahia, que faturou R$ 6,97 bilhões no segundo trimestre e ainda assim pediu recuperação judicial, reacendeu o alerta sobre a saúde financeira do varejo brasileiro. O problema central não estava nas vendas, mas no endividamento de R$ 17,3 bilhões, que levou a empresa a um prejuízo de R$ 10,1 bilhões e patrimônio líquido negativo de R$ 8,1 bilhões. Os balanços do segundo trimestre, já divulgados por praticamente todo o setor, mostram vendas fracas em quase todo lugar, mas com saúde financeira bastante variada. O Goldman Sachs descreve um ambiente de consumo relativamente fraco em toda a América Latina, com poucas exceções conseguindo se descolar. Lojas Renner cortou projeção de crescimento de receita, Assaí viu vendas em mesmas lojas negativas em 0,5%, e Magazine Luiza registrou queda de 5% no volume de vendas. A análise de endividamento, medida pela dívida líquida dividida pelo EBITDA, coloca o Magazine Luiza no topo, com 5,7 vezes ao fim de junho, seguido pelo GPA, a 3,9 vezes. Na outra ponta, Vivara opera em 0,2 vez, C&A carrega dívida líquida de apenas R$ 171 milhões, e Lojas Renner e Petz Cobasi fecharam o trimestre em caixa líquido. O fluxo de caixa livre, que é o que efetivamente paga dívida, também divide o setor. Assaí gerou R$ 860 milhões no trimestre, enquanto Grupo Mateus consumiu cerca de R$ 710 milhões e C&A queimou R$ 159 milhões. O estoque, que costuma dar aviso antes do problema aparecer, avançou 18 dias em um ano na C&A, acendendo alerta para o setor de vestuário. O peso dos juros é o mecanismo que explica o caso da Casas Bahia e também pressiona o Magazine Luiza, que entregou EBITDA ajustado de R$ 709 milhões com margem estável, mas fechou junho no prejuízo por despesas financeiras 16% maiores. O GPA vive versão mais aguda do problema, negociando recuperação extrajudicial com R$ 4,3 bilhões em vencimentos de curto prazo diante de apenas R$ 646 milhões em caixa. Do lado mais confortável estão Lojas Renner, Petz Cobasi, C&A e Vivara, que não dependem de refinanciamento para operar. No campo de atenção aparecem Azzas e Grupo SBF, ambos em 1,5 vez de alavancagem. Pressionados estão Magazine Luiza e GPA, com o Goldman Sachs cortando a estimativa de lucro de 2026 do Magalu em 88%, quase toda concentrada na conta de juros.
FONTE ORIGINAL:
https://www.infomoney.com.br/mercados/casas-bahia-em-crise-quem-mais-no-varejo-tem-problema-de-divida
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