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Inadimplência cresce, mas comprometimento de renda continua estável

Data de Adição: 2026-07-09
O comprometimento de renda das famílias brasileiras permaneceu estável em 28,2% em abril de 2026, segundo o Índice de Desconforto de Crédito (IDC) da FGV Eaesp. Para cada R$ 100 de renda, as famílias destinam, em média, R$ 28 ao pagamento de dívidas. A inadimplência, no entanto, avançou de 7,2% para 7,4% no mesmo período, com alta de 0,2 ponto percentual. A deterioração também se refletiu na qualidade do crédito: a participação das modalidades mais onerosas — cheque especial, crédito pessoal não consignado, rotativo e parcelado do cartão de crédito — subiu de 24,8% para 25,0%. O IDC é construído com base em três séries do Banco Central: comprometimento de renda, inadimplência acima de 90 dias na carteira de crédito livre de pessoa física e participação das modalidades onerosas no total de crédito livre. O componente normalizado do índice passou de 0,953 para 0,971, mantendo-se próximo ao extremo superior de sua distribuição histórica. Projeção do Ibevar e da FIA Business School estima que a inadimplência em recursos livres encerre julho de 2026 em 7,62%, com intervalo entre 7,28% e 7,95%. A tendência aponta deterioração gradual no trimestre, com estimativas de 7,67% para agosto e 7,66% para setembro. O Ibevar avalia que, considerada a relativa redução do atraso observada em maio — quando a inadimplência registrou 7,57% —, o resultado de julho deve ficar mais próximo do limite inferior do intervalo projetado.
FONTE ORIGINAL:
https://monitormercantil.com.br/inadimplencia-cresce-mas-comprometimento-de-renda-continua-estavel/
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