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O que os números dos bancos dizem sobre os riscos do crédito

Publicado em: 27/08/2026 07:18
O que os números dos bancos dizem sobre os riscos do crédito
Os balanços do segundo trimestre de 2026 (2T26) dos quatro maiores bancos de varejo brasileiros sinalizam uma deterioração generalizada da qualidade do crédito, com a inadimplência — medida por créditos com atraso superior a 90 dias — subindo em todas as instituições em relação ao mesmo período do ano anterior. O Banco do Brasil apresentou a piora mais acentuada, com a inadimplência total saltando de 4,0% para 5,6% em 12 meses, e a carteira de pessoa física atingindo 8,4%. Parte significativa dessa evolução está ligada à crise no agronegócio, onde o crédito rural a pessoas físicas atingiu inadimplência recorde, impactando o desempenho dos demais segmentos de varejo da instituição. O Santander, Bradesco e Itaú também registraram altas nos atrasos, com a inadimplência subindo de 2,6% para 3,3%, de 4,1% para 4,4% e de 2,0% para 2,1%, respectivamente. O cenário se alinha com dados da Serasa Experian, que apontam 2025 como o ano com o maior número de empresas em recuperação judicial na série histórica. Dados adicionais mostram que, em janeiro de 2026, havia 8,7 milhões de CNPJs negativados no Brasil. A expectativa de executivos bancários não é de melhora rápida, dado que as condições de crédito permanecem sob pressão enquanto a taxa Selic se mantém em patamar elevado, em 14% ao ano. A situação atinge também empresas de grande porte, com casos recentes de recuperação extrajudicial como os da Raízen e do GPA, que reestruturaram bilhões em dívidas e foram retiradas do Ibovespa. Para o mercado, o cenário impõe maior seletividade na concessão de crédito e demanda prêmios de risco maiores para emissores fora do topo da cadeia.
FONTE ORIGINAL:
https://www.bancarioscascavel.org.br/noticias/o-que-os-numeros-dos-bancos-dizem-sobre-os-riscos-do-credito
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