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Cobranças judiciais de dívidas privadas atingem recorde histórico no Brasil em 2025

Publicado em: 31/08/2026 11:04
Cobranças judiciais de dívidas privadas atingem recorde histórico no Brasil em 2025
As cobranças judiciais de dívidas privadas no Brasil atingiram recorde em 2025, com 1.239.537 novos processos de execução, representando crescimento de aproximadamente 60% em cinco anos, segundo dados do Painel de Estatísticas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O volume acumulado em 2025 supera todas as edições anteriores desde o início da série histórica em 2020. Esse aumento ocorre em contexto de elevado endividamento familiar. Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) indicam que 80,4% das famílias brasileiras declararam possuir algum tipo de dívida em março de 2026. Especialistas destacam que a execução judicial costuma ser a etapa final de um processo de cobrança, após tentativas extrajudiciais sem sucesso. Entre os fatores apontados para a judicialização estão a falta de uma cultura consolidada de renegociação extrajudicial, o superendividamento e a concessão excessiva de crédito. Magistrados relatam que iniciativas como feirões de renegociação e plataformas de mediação ajudam, mas nem sempre consideram o conjunto das dívidas de um consumidor. A Lei nº 14.181/2021, a Lei do Superendividamento, buscou criar mecanismos para prevenção e tratamento, incluindo planos de pagamento que preservem recursos para despesas básicas. O cenário também afeta empresas e produtores rurais. Juros elevados e dificuldade de acesso a crédito complicam a recuperação financeira. Em processos de insolvência, levantamentos da Associação Brasileira de Jurimetria apontam que credores recuperam apenas uma fração dos valores devidos, com prazos médios de conclusão superiores a 16 anos em algumas varas. Um aspecto emergente é o uso de empréstimos para financiar apostas esportivas online, o que pode criar ciclos de endividamento. Dados do Banco Central mostram que famílias brasileiras comprometem cerca de 30% da renda mensal com o pagamento de dívidas, enquanto o endividamento total em relação à renda acumulada em 12 meses chega a aproximadamente 50%. O levantamento do CNJ concentra-se em execuções de títulos extrajudiciais não fiscais, como contratos de empréstimo, financiamentos, aluguéis e duplicatas. Execuções fiscais relativas a tributos não estão incluídas na análise.
FONTE ORIGINAL:
https://juristas.com.br/noticias/cobrancas-judiciais-de-dividas-privadas-atingem-recorde-historico-no-brasil-em-2025
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