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Crise leva gigantes do varejo à recuperação judicial

Publicado em: 01/09/2026 12:11
Crise leva gigantes do varejo à recuperação judicial
A Casas Bahia protocolou pedido de recuperação judicial envolvendo R$ 17,3 bilhões, seguida pela Marabraz com um pedido de R$ 140,2 milhões e pela Tok&Stok, que já havia tomado o mesmo caminho em maio após prejuízo e queda de receita. O movimento se insere em uma tendência mais ampla: dados da Serasa Experian mostram que o país somava 7.726 empresas em recuperação judicial até junho, com alta de 20,5% em doze meses. No varejo, foram 986 companhias apenas no primeiro semestre. Especialistas apontam que o motor da crise não está nas vendas, mas no custo do crédito. O aperto financeiro também atinge o consumidor: levantamento da CNC indica que 82% das famílias brasileiras estão endividadas, recorde histórico, com o cartão de crédito presente em 85,3% dos casos. Entre as famílias com renda de até três salários mínimos, público tradicional dessas redes, o índice de endividamento chega a 84,9%. A recuperação judicial tem sido acionada como instrumento de reestruturação. O mecanismo garante um período de proteção, com suspensão de cobranças por 180 dias, para renegociação organizada com credores. No caso da Casas Bahia, o processo envolve mais de 19 mil credores, dos quais 94,8% não possuem garantia real. O uso do instrumento por grandes companhias é interpretado como uma decisão de gestão e não de esgotamento. A avaliação é de que reorganizar o passivo sob amparo legal se tornou o caminho mais racional em cenário de juros elevados. Analistas avaliam que, caso o crédito siga caro, novos pedidos podem surgir nos próximos meses.
FONTE ORIGINAL:
https://www.uai.com.br/app/noticia/mundo-corporativo/2026/09/01/noticia-mundo-corporativo,390071/crise-leva-gigantes-do-varejo-a-recuperacao-judicial.shtml
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