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Morar de aluguel fica 9% mais caro em um ano, mas inadimplência recua; entenda

Publicado em: 04/09/2026 18:00
Morar de aluguel fica 9% mais caro em um ano, mas inadimplência recua; entenda
O aluguel residencial no Brasil ficou 9,28% mais caro nos últimos 12 meses, de acordo com o Índice FipeZAP, superando a inflação e pressionando o orçamento das famílias. Apesar do aumento de custos, a inadimplência no mercado de locação recuou para 3,05%, o menor índice desde junho de 2023. Dados da plataforma Superológica indicam uma queda de 0,71 ponto percentual na inadimplência de aluguel em comparação com julho de 2025. Especialistas apontam que o fenômeno pode estar ligado a critérios de seleção mais rigorosos por parte dos proprietários, que exigem renda mínima de três vezes o valor do aluguel. Esses filtros tendem a selecionar um perfil de inquilino mais solvente, excluindo do mercado formal quem não consegue comprovar renda suficiente. A análise sugere que a alta dos preços não empurra inadimplentes, mas sim limita o acesso ao mercado de locação para populações de maior risco. A inadimplência concentra-se em duas faixas de preço: imóveis com aluguel inferior a R$ 1.000 e acima de R$ 13.000. Na ponta baixa, famílias com menor margem no orçamento são mais vulneráveis a despesas essenciais. Na ponta alta, o perfil inclui empreendedores expostos a carga tributária e crédito caro. O levantamento também mapeou os aluguéis mais caros do país, com destaque para Barueri (R$ 72/m²) e São Paulo (R$ 65,18/m²). Em Aracaju, o preço médio de locação subiu 25,78% nos últimos 12 meses, impulsionado pela expansão urbana e por novos eixos imobiliários.
FONTE ORIGINAL:
https://www.estadao.com.br/economia/negocios/morar-de-aluguel-fica-9-mais-caro-em-um-ano-mas-inadimplencia-recua-entenda
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