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Ruralistas propõem renegociação de dívidas com custo de R$ 2,5 bilhões ao ano, acima da oferta do governo

Data de Adição: 2026-07-09
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) apresentou ao Ministério da Fazenda uma contraproposta para renegociação de dívidas rurais com impacto orçamentário estimado em R$ 2,5 bilhões ao ano com equalização de juros — R$ 1 bilhão acima da proposta governamental, que prevê R$ 1,5 bilhão anual. Considerando o prazo estendido de dez anos (contra oito do governo), o custo total da medida pode chegar a R$ 25 bilhões, ante R$ 8 bilhões no plano do Executivo. A divergência central envolve as taxas de juros. A FPA sugere 4%, 6% e 8% para produtores afetados por eventos climáticos e 5%, 7% e 9% para perdas de mercado. O governo propõe 6%, 9% e 12% para pequenos, médios e grandes produtores, respectivamente, em linha com as taxas do Plano Safra 2026/27. A equipe econômica alertou que reduzir taxas ou ampliar o universo de dívidas contempladas pode comprometer a disponibilidade de recursos para o crédito rural corrente. Outros pontos de atrito incluem o prazo e as condições de pagamento. A FPA defende dez anos de prazo, com pelo menos dois de carência sem pagamento de juros e sem exigência de entrada, além da retomada da suspensão das cobranças por 180 dias. O governo propõe oito anos, com dois de carência mediante pagamento de juros. No teto de financiamento, o Executivo sugere R$ 6 milhões para pessoa física e R$ 8 milhões para pessoa jurídica, enquanto a bancada ruralista quer manter o limite de R$ 10 milhões, com o excedente renegociado à taxa Selic. A FPA também insiste no uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal e de outros fundos públicos como fonte de funding, além de um aporte de até R$ 5 bilhões da União em um fundo garantidor. O governo prefere fontes tradicionais do crédito rural, como depósitos à vista, fundos constitucionais, poupança rural e LCAs. Sobre as Cédulas de Produto Rural (CPRs), o Executivo propõe renegociação individual com recursos livres, enquanto a FPA busca enquadramento nas mesmas condições de juros até R$ 8 milhões por agricultor. Houve convergência no uso do Patrimônio Rural em Afetação, instrumento da Lei do Agro (13.986/2020), para reaproveitamento proporcional de garantias já concedidas. A expectativa é que o texto final seja definido até o fim da semana, por medida provisória ou projeto de lei.
FONTE ORIGINAL:
https://globorural.globo.com/credito-e-investimento/noticia/2026/07/proposta-de-ruralistas-preve-custo-de-r-25-bilhoes-para-renegociacao-de-dividas.ghtml
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