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Bancos digitais: Moody's avalia ascensão e desafios no Brasil e México

Publicado em: 14/09/2026 18:20
Bancos digitais: Moody's avalia ascensão e desafios no Brasil e México
Um relatório da Moody’s Ratings analisa o desempenho e os riscos de bancos e instituições financeiras digitais ("credores digitais") no Brasil e no México. A avaliação destaca que essas instituições cresceram ao atender segmentos de baixa renda que os bancos tradicionais evitam, mas essa concentração traz vulnerabilidades específicas. Segundo o documento, 77% da carteira de crédito de pessoas físicas das instituições financeiras não bancárias brasileiras é direcionada a clientes com renda inferior a cinco salários mínimos. Nos bancos tradicionais, essa parcela é de 45%. No período de doze meses até junho de 2026, enquanto os bancos reduziram sua exposição a esse público, as instituições não bancárias a ampliaram. A Moody’s aponta que a estrutura de custos mais enxuta dessas empresas digitais permite cobrar taxas menores e atender esse segmento. No entanto, a qualidade dos empréstimos vem piorando mais rápido nas fintechs do que nos bancos tradicionais, mesmo em um cenário econômico ainda relativamente favorável, impulsionado por mercado de trabalho aquecido e transferências governamentais. O relatório avalia também a tentativa dessas instituições de conquistar clientes de renda alta, o que exige concessões de preço que corroem a margem. A receita de tarifas de serviços diversas (seguros, investimentos) das fintechs brasileiras foi de 10,5% da receita líquida em 2025, contra mais de 25% nos cinco maiores bancos tradicionais. O crédito ao consumidor permanece como o principal motor de rentabilidade, aumentando a vulnerabilidade a eventuais pioras na qualidade da carteira. Embora o relatório reconheça defesas das fintechs, como reservas para perdas e uma carteira de prazo curto, a concentração em clientes com orçamento mais apertado deixa o grupo mais exposto caso a economia desacelere. No México, as credoras digitais iniciam um ciclo parecido, mas detêm uma participação de mercado muito menor (0,6% do crédito total) e enfrentam um cenário de juros altos e mercado de trabalho fraco antes de passar por seu primeiro grande teste de crédito em um ciclo econômico completo.
FONTE ORIGINAL:
https://finsidersbrasil.com.br/noticias-sobre-fintechs/fintechs-estao-ganhando-o-cliente-que-os-bancoes-deixaram-para-tras
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