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Desaceleração mais forte do crédito deve ajudar a esfriar economia
Publicado em: 21/09/2026 23:00
Analistas econômicos identificam uma desaceleração mais acentuada nas operações de crédito como um fator potencial para desacelerar a economia brasileira em 2027. A combinação de juros altos, níveis elevados de endividamento das famílias e inadimplência em alta está atuando pelo lado da demanda para frear a concessão de crédito. Do lado da oferta, espera-se o esgotamento de recursos de programas estatais de incentivo e a implementação de medidas do Banco Central para conter concessões em linhas de maior risco. Essa dinâmica leva a comparações com o período que antecedeu a recessão de 2014-2016, quando o aumento do endividamento contribuiu para uma desaceleração prolongada. Pesquisas do setor bancário apontam uma expectativa de desaceleração da carteira de crédito, com um percentual crescente de instituições antecipando uma desaceleração mais pronunciada até o final do ano. A inadimplência na pessoa física já atinge patamar recorde (7,8%), e o comprometimento de renda das famílias com prestações está em nível historicamente alto (28,9%). Especialistas destacam que o alto nível de alavancagem tende a tornar a desaceleração econômica mais longa e profunda, embora não necessariamente desencadeie um choque de crédito ou uma quebradeira generalizada de empresas. O fluxo de crédito menor é visto como um fator de desaceleração, porém o mercado de trabalho aquecido e estímulos fiscais atuam como freios. O Banco Central já recomendou cautela aos agentes de mercado e prepara medidas para mitigar riscos associados ao cenário de endividamento elevado. A situação é caracterizada como uma acomodação que permite a absorção do maior endividamento sem gerar impactos econômicos explosivos.
FONTE ORIGINAL:
https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/desaceleracao-mais-forte-do-credito-deve-ajudar-a-esfriar-economia.shtml
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