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Crédito para empresas encarece mesmo com Selic em queda e recuperação judicial atinge recorde de 6.341 companhias no Brasil
Publicado em: 25/09/2026 09:45
O crédito para empresas no Brasil encarece mesmo com a queda consecutiva da Selic, que atingiu 13,75% ao ano em setembro de 2026. Paralelamente, o número de empresas em recuperação judicial alcançou um recorde de 6.341 no segundo trimestre, de acordo com o Monitor RGF-BizDoc, que acompanha cerca de 2,76 milhões de empresas. Desde o início de 2023, esse estoque aumentou quase 58%, com alta de 6,2% em relação ao fim de 2025. A taxa média de juros do crédito livre para pessoa jurídica subiu de 23,5% ao ano em dezembro de 2025 para 25,4% em julho de 2026, enquanto a inadimplência nessa modalidade passou de 3,5% para 4,2%. O spread bancário é apontado como fator principal para o encarecimento, refletindo o aumento do risco percebido, agravado pela desaceleração econômica, com o PIB crescendo 1,9% no primeiro semestre de 2026. As empresas de médio porte concentram 49% dos casos de recuperação judicial, totalizando 3.106 companhias, e enfrentam desafios como a exigência de garantias reais e a trava bancária. No setor comercial, 1.649 empresas estão em recuperação, com alta de 22% em doze meses, impulsionada por crise de margem e consumo. A agropecuária soma 1.263 empresas e produtores, com destaque para usinas de açúcar e frigoríficos, e na indústria, o total é de 1.455 empresas. Nos serviços, o transporte de cargas responde pela maioria dos casos. A Lei 14.112/2020 expandiu o acesso à recuperação judicial, incluindo produtores rurais, o que contribui para o aumento observado. O recorde de processos pode resultar tanto de novas entradas quanto de processos que se estendem, com prazos de até dois anos de fiscalização judicial. Para os próximos meses, o estoque de empresas em recuperação deve continuar a crescer, embora em ritmo menor. Fatores como a continuidade dos cortes da Selic, o nível de inadimplência e a recomposição do crédito rural serão determinantes. A efetividade dos planos de recuperação aprovados entre 2023 e 2024 também será crucial para evitar convolações em falência.
FONTE ORIGINAL:
https://timesbrasil.com.br/brasil/economia-brasileira/juros-e-selic/selic-queda-credito-caro-recuperacao-judicial-recorde-empresas
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