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Apesar da queda da Selic, inadimplência e custo do crédito só aumentam
Publicado em: 29/09/2026 18:03
Mesmo após os cortes sucessivos da taxa básica de juros, o Banco Central sinaliza cenário pressionado para crédito: a Selic está em 13,75% ao ano e foi reduzida em 0,25 ponto percentual nas reuniões do Copom desde março, enquanto custo do empréstimo e inadimplência seguem em alta. O endividamento das famílias atingiu 49,9% da renda em julho, com o comprometimento de renda estável em 28,7%. A inadimplência das operações de crédito livre avançou de 6,4% em julho para 6,6% em agosto, marcando novo recorde. Para pessoas físicas, a taxa de calote subiu de 7,8% para 8%, mantendo-se acima da média geral. Nas empresas, a inadimplência foi de 4,2% para 4,3%. Em todo o crédito — livre e direcionado, incluindo recursos da poupança e do BNDES — a taxa passou de 4,9% para 5%. O custo do crédito permanece elevado. A taxa média das operações com recursos livres chegou a 48,5% ao ano em agosto, com alta de 0,8 ponto percentual no mês e de 2,3 pontos no acumulado em 12 meses. Considerando apenas o crédito livre às famílias, a média foi de 61,7% ao ano, com aumento de 1,4 ponto percentual no mês e de 2,9 pontos em 12 meses. No rotativo do cartão de crédito para pessoa física, a taxa passou de 436,2% para 444,9% ao ano entre julho e agosto. Entre os componentes dos juros mais altos, o relatório do Banco Central destaca o spread bancário, que reúne margem de lucro e gastos operacionais dos bancos. O spread total somou 21,2% em agosto, ante 20,9% no mês anterior; para pessoas físicas, subiu de 26,7% para 27,7% no comparativo mensal. O saldo do mercado de crédito total ampliado, incluindo o setor não financeiro, cresceu 0,6% em agosto sobre julho, chegando a R$ 22 trilhões, ou 164,9% do PIB, com avanço de 11,3% em 12 meses. No sistema financeiro nacional, o saldo de operações de crédito alcançou R$ 7,4 trilhões, alta de 0,5% no mês e de 9,2% no acumulado em 12 meses, ante 9,3% registrados em julho. As concessões totais de crédito, com ajuste sazonal, avançaram 1,7% no mês, com destaque para as pessoas jurídicas. A taxa média de juros das concessões ficou em 32,3% ao ano em agosto.
FONTE ORIGINAL:
https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2026/09/7510907-apesar-da-queda-da-selic-inadimplencia-e-custo-do-credito-so-aumentam.html
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