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Rotativo do cartão: inadimplência chega a 66,2%
Publicado em: 30/09/2026 21:00
A inadimplência de pessoas físicas no crédito rotativo do cartão de crédito atingiu 66,2% em agosto de 2026, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O percentual avançou em relação aos 65,5% registrados em julho e representa o maior nível da série histórica da modalidade, iniciada em março de 2011. A metodologia do Banco Central mede a parcela da carteira de crédito do rotativo para pessoas físicas que possui pelo menos uma parcela com atraso superior a 90 dias, ou seja, o indicador não equivale a 66,2% dos brasileiros que deixaram de pagar a fatura do cartão. O rotativo é uma das linhas de crédito mais caras disponíveis ao consumidor: os juros são elevados e uma dívida inicialmente pequena pode crescer rapidamente caso permaneça em aberto. Dados divulgados junto às estatísticas de crédito de agosto apontam que a taxa média do rotativo para pessoas físicas chegou a 444,9% ao ano, ante 436,2% em julho. O Banco Central estabelece que o rotativo é limitado a um período de até 30 dias, após o qual o saldo precisa ser quitado ou migrar para outra modalidade de crédito, como o parcelamento da fatura. Há um teto para os juros e encargos em vigor: a Lei nº 14.690/2023 estabelece que esses valores cobrados sobre a parte da fatura não paga ou parcelada com juros não podem ultrapassar 100% do valor original da dívida. A regra vale para novas operações realizadas a partir de 3 de janeiro de 2024 e não impede que a dívida cresça, apenas fixa um piso de referência para o encargo acumulado em relação ao principal. A inadimplência das pessoas físicas em operações de crédito com recursos livres também subiu, passando de 7,8% em julho para 8% em agosto, segundo os dados divulgados pelo Banco Central — outro recorde para o indicador. O grupo reúne diferentes modalidades de crédito, incluindo operações relacionadas ao cartão e outras linhas destinadas às famílias, e a combinação com o aumento do indicador do rotativo mostra que o atraso nos pagamentos segue como ponto de atenção no mercado de crédito para pessoas físicas. Do lado do consumidor, o conteúdo aponta como recomendações comparar as opções de pagamento oferecidas pelo banco, conferir o Custo Efetivo Total (CET) e o valor final que será desembolsado em cada alternativa de parcelamento, evitar novas compras enquanto a dívida é reorganizada e negociar com a instituição antes que o saldo avance. O Banco Central mantém ferramentas de consulta sobre taxas e encargos das operações de cartão, incluindo juros acumulados por instituição, com a ressalva de que os dados dependem das informações reportadas pelas instituições financeiras e estão sujeitos a atualizações e verificações.
FONTE ORIGINAL:
https://seucreditodigital.com.br/inadimplencia-rotativo-cartao-agosto-2026
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