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CBIC solicita adiamento do novo modelo do SBPE e manutenção do teto de juros

Publicado em: 30/09/2026 13:51
CBIC solicita adiamento do novo modelo do SBPE e manutenção do teto de juros
A CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) apresentou pedido formal ao Ministério da Fazenda e ao Banco Central para adiar a entrada em vigor do novo modelo do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo). Sob as regras vigentes, a implementação integral está marcada para 1º de janeiro de 2027, e a entidade pede que passe a valer a partir de janeiro de 2028. A proposta apresentada pela entidade inclui a manutenção do teto de juros do financiamento imobiliário em 12% ao ano e o aumento, de 80% para 90%, da fatia dos recursos direcionada ao financiamento residencial, restando 10% para demais operações imobiliárias. A estimativa da própria CBIC é de que a mudança injetaria R$ 75 bilhões a mais no mercado para financiamentos com taxas de até 12% ao ano em imóveis de até R$ 2,25 milhões. O novo modelo, anunciado em outubro de 2025, reduz a dependência da poupança e amplia o uso de recursos captados no mercado, por meio de instrumentos como as letras imobiliárias. O modelo prevê que 80% dos recursos sejam destinados a operações do SFH, e desde o fim de 2025 o Banco Central vem testando o formato, com os 5% do saldo da poupança que antes ficavam em compulsório passando a ser empregados em operações no novo modelo. O argumento central da CBIC está na classe média, que concentra 61% da oferta final de imóveis no país, segundo dados apresentados pela entidade. Segundo a entidade, anos de juros altos reduziram a capacidade financeira dessas famílias e dificultam o acesso ao financiamento imobiliário e a venda desses imóveis. A própria CBIC, contudo, não apresentou dados específicos que quantifiquem o impacto desse cenário sobre os distratos. Entre janeiro e julho deste ano, os financiamentos do SBPE para aquisição e construção somaram R$ 115,5 bilhões, alta de 36% sobre os R$ 84,8 bilhões do mesmo período de 2025, com as unidades financiadas passando de 246,4 mil para 337,8 mil. A entidade também informa que R$ 9,84 bilhões foram usados em recursos de tesouraria. Os órgãos envolvidos seguem analisando os efeitos do modelo. Segundo a CBIC, a Secretaria de Reformas Econômicas (SRE) da Fazenda avalia que as preocupações do setor serão consideradas, e o Banco Central, de acordo com a entidade, analisa os impactos e entende que eventuais ajustes precisam ser definidos antes da entrada em vigor das novas regras. O Banco Central e o Ministério da Fazenda não responderam aos pedidos de informação até a conclusão do texto.
FONTE ORIGINAL:
https://portas.com.br/noticias/cbic-quer-adiar-novo-modelo-sbpe-para-2028
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