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Com alta do endividamento, inadimplência alcança recorde
Publicado em: 30/09/2026 08:36
A inadimplência da pessoa física em operações de crédito bancário bateu novo recorde em agosto, segundo o Banco Central, em um tema que dominou a campanha eleitoral deste ano. A taxa que representa o atraso nos pagamentos superior a 90 dias subiu para 8% em agosto no crédito com recursos livres, modalidade de taxas livremente pactuadas pelo mercado, ante 7,8% em julho, até então o maior patamar. Como um todo, a inadimplência do consumidor saltou de 5,8% para 6% de julho para agosto, também recorde. Os números mostram que, mesmo com o recente ciclo de cortes na Selic, a taxa média de juros da economia interrompeu uma sequência de três meses de queda e subiu 0,2 ponto percentual em agosto, para 32,3% ao ano. O texto atribui o movimento ao crescimento de linhas mais arriscadas, como o rotativo dos cartões de crédito e os parcelamentos do cartão. O aumento da inadimplência e dos juros cobrados ocorre no momento em que o governo federal lança uma terceira edição do Desenrola, programa de renegociação de dívidas dos consumidores. O Desenrola Brasil 3.0 prevê a aquisição e a reestruturação de dívidas com atraso entre dois e quatro anos e meio. O foco será nas dívidas de cartão de crédito, nas modalidades parcelada e rotativa, e de crédito pessoal sem consignação em folha de até R$ 10 mil. Duas outras edições já tinham sido lançadas desde 2023. A estimativa citada é a de que até 15 milhões de pessoas poderão ser beneficiadas, renegociando até R$ 150 bilhões em dívidas. A composição dos dados revela que os consumidores têm recorrido a modalidades mais caras e emergenciais de empréstimos: entre as operações com recursos livres para pessoa física, o estoque de crédito do rotativo do cartão foi o que mais subiu em agosto contra julho, com alta de 4,8%.
FONTE ORIGINAL:
https://valorinveste.globo.com/produtos/credito/noticia/2026/09/30/com-alta-do-endividamento-inadimplencia-alcanca-recorde.ghtml
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