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Lucro recorde dos bancos privados em 2025 revela mudança estrutural no setor
Publicado em: 02/10/2026 22:34
Um estudo da Elos Ayta, elaborado pelo economista Einar Rivero, aponta que 2025 marcou o recorde nominal de lucro para os grandes bancos privados brasileiros e uma mudança estrutural no setor financeiro. O levantamento analisa a evolução da rentabilidade bancária desde 2006 e aponta um novo patamar de resiliência e diversificação de resultados. No recorte tradicional, que considera Bradesco, Itaú Unibanco e Santander Brasil, o lucro líquido consolidado somou R$ 86,55 bilhões em 2025, o maior valor nominal desde o início da série histórica, acima do recorde anterior de R$ 72,7 bilhões em 2024 e dos R$ 57,4 bilhões de 2023 — avanço nominal acumulado de 50,6% em dois anos. Ajustado pelo IPCA até dezembro de 2025, o recorte muda: o lucro de 2025 passa a ser o segundo maior da série, atrás apenas de 2019, quando o resultado ajustado atingiu R$ 88,14 bilhões. O dado mostra que o novo recorde nominal ainda recompõe perdas inflacionárias acumuladas: entre 2021 e 2023 o lucro real dos bancos caiu 16,1%, com alta real de 37,8% entre 2023 e 2025. O estudo afirma que a relação entre Selic e lucro bancário não é linear — houve períodos em que juros elevados coexistiram com queda da rentabilidade, refletindo efeitos defasados da inadimplência e do aumento das provisões, e outros em que ganhos de eficiência e controle de risco sustentaram resultados elevados mesmo com juros em queda. Com a inclusão do BTG Pactual, o retrato do setor se amplia: os quatro maiores bancos privados somaram R$ 101,5 bilhões em 2025, maior valor registrado em termos nominais e ajustados pela inflação na série que cobre 2011 a 2025, acima do pico real anterior de 2019 (R$ 93,5 bilhões). O banco tem menor exposição ao crédito tradicional e forte presença em mercado de capitais, gestão de recursos e banco de investimentos — o que, segundo o estudo, faz o lucro do sistema financeiro privado cair menos em períodos adversos, se recuperar mais rápido após choques e apresentar maior resiliência ao ciclo de juros. O levantamento conclui que os bancos privados seguem altamente relevantes para a economia brasileira e sensíveis à política monetária, mas com perfil alterado: o recorte tradicional indica recuperação e eficiência crescente, enquanto o recorte ampliado aponta um novo patamar estrutural de lucratividade sustentado por diversificação de receitas, digitalização e gestão de risco mais sofisticada.
FONTE ORIGINAL:
https://timesbrasil.com.br/empresas-e-negocios/financas/lucro-recorde-bancos-privados-2025-mudanca-estrutural
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