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De acordo com a CNC, a Intenção de Consumo das Famílias registrou retração de 0,3% em setembro, atingindo 104,5 pontos, o menor patamar desde março (104,4 pontos). Na comparação com setembro do ano passado, no entanto, o índice geral apresent

Publicado em: 02/10/2026 15:04
De acordo com a CNC, a Intenção de Consumo das Famílias registrou retração de 0,3% em setembro, atingindo 104,5 pontos, o menor patamar desde março (104,4 pontos). Na comparação com setembro do ano passado, no entanto, o índice geral apresent
A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela CNC, retraíu 0,3% em setembro e fechou em 104,5 pontos, o menor patamar desde março (104,4 pontos). No comparativo anual, porém, o índice geral avançou 2,9%. O trabalho aparece como o principal divisor na confiança do consumidor. O indicador de Emprego Atual registrou o maior avanço mensal do mês (+0,1%) e alta de 2% na comparação anual. Em sentido oposto, a Perspectiva Profissional caiu pelo quinto mês consecutivo (-0,7%) e recuou 8,6% em doze meses, com apenas 48% das famílias vendo com perspectiva positiva o emprego nos próximos meses — o menor nível desde setembro de 2022. O recuo do Nível de Consumo Atual para 91,5 pontos, o menor desde o início do ano, acompanha a queda da intenção de compra de bens duráveis na comparação mensal (-0,5%). No ano, o Momento para Compra de Duráveis subiu 17,2%, ajudado pela inflação desses itens em 0,98% em 12 meses, abaixo do IPCA de 4,22%, e por uma segunda desinflação mensal de -0,02% em agosto. A retração atingiu todas as faixas de rendimento, com maior intensidade entre famílias acima de dez salários mínimos (-0,8%), grupo que também registrou recuos na Perspectiva Profissional (-1,9%) e no Emprego Atual (-1,4%). Famílias com renda de até dez salários mínimos apresentaram queda mais branda (-0,2%), com avanços no Emprego Atual (+0,4%) e na Perspectiva de Consumo (+0,1%). O indicador de Renda Atual caiu 0,7% nos dois grupos — após três meses de alta entre os de menor renda e mantendo a tendência de queda entre os de maior renda. O texto também destaca a leitura do presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, para quem a renda do trabalhador já está comprometida com o crédito e precisa ser protegida junto com o emprego, diante do cenário de incerteza para os próximos meses quanto à atividade profissional.
FONTE ORIGINAL:
https://www.revistaanamaco.com.br/familias-menos-propensas-ao-consumo-
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