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Análise: Uso do FGTS para dívidas pressiona setor imobiliário e crédito
Publicado em: 04/10/2026 09:58
O debate sobre o uso de recursos do FGTS para a renegociação de dívidas por meio do Desenrola 2.0 retoma a discussão sobre a função do fundo: mantê-lo como base de financiamento habitacional de longo prazo ou convertê-lo em instrumento de alívio emergencial para famílias endividadas. A abertura do material registra que mexer no FGTS significa mexer na principal fonte de recursos que sustenta o crédito imobiliário popular no Brasil. Em nota, a ABRAINC afirma que a medida exige cautela para não comprometer o acesso à moradia e que mudanças que afetem a sustentabilidade do fundo comprometem diretamente o financiamento imobiliário de longo prazo. A economista Juliana Inhasz, professora de economia do Insper, destaca que o fundo vem sendo acionado repetidamente para corrigir problemas conjunturais sem atacar a origem do endividamento. Segundo ela, quanto mais o FGTS é mexido, menor a segurança do sistema, e o custo se espalha para setores inteiros da economia que utilizam esse recurso como fonte barata de capital. O texto aponta um contraste: há menos de 6 meses, o governo alterou regras do saque-aniversário sob o argumento de preservar a sustentabilidade do FGTS. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego citados no material indicam que as operações de alienação do fundo somaram R$ 236 bilhões entre 2020 e 2025, com 42 milhões de trabalhadores ativos e 21,5 milhões aderidos ao saque-aniversário, dos quais cerca de 70% realizaram operações de antecipação do saldo junto a instituições financeiras. A análise macroeconômica apresentada considera que o alívio à inadimplência reduz o consumo de famílias excessivamente endividadas e que a construção civil pode ser um dos primeiros setores a sentir o efeito de fundo drenado para políticas de curto prazo.
FONTE ORIGINAL:
https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/debora-oliveira/economia/money/macroeconomia/analise-uso-do-fgts-para-dividas-pressiona-setor-imobiliario-e-credito
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