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Implementação da duplicata escritural redefine liquidez e gestão de risco no crédito empresarial
Publicado em: 05/10/2026 19:12
A discussão sobre a duplicata escritural no crédito empresarial está em destaque em Goiás, onde uma etapa do circuito de debates organizado pela SPC Grafeno reúne executivos, gestores de risco e tomadores de decisão financeira para avaliar a digitalização integral dos recebíveis mercantis. O processo avança sob a regulação do Banco Central do Brasil e prevê obrigatoriedade progressiva para companhias de diferentes portes mercantis. Segundo estimativas apresentadas pela promotora do evento, o mercado de duplicatas movimenta cerca de R$ 10 trilhões por ano na economia brasileira, mas enfrenta um gargalo histórico de formalização: cerca de 50% desse volume é registrado em sistemas estruturados e uma parcela entre 10% e 15% é efetivamente convertida em lastro para operações de crédito bancário ou securitização. Os agentes envolvidos apontam a infraestrutura tecnológica de escrituração e a inteligência analítica como caminhos para essa subutilização. No Centro-Oeste, a dinâmica regional é fortemente alavancada pelo complexo agroindustrial, por fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs), distribuidoras de insumos e operações de proteína animal e logística, nas quais a circulação de títulos comerciais sustenta fornecedores e prazos de pagamento. Levantamento da Austin Rating aponta Goiânia em primeiro lugar regional no Índice de Inclusão Social e Digital entre municípios de grande porte, com 253 indicadores consolidados a partir de dados de órgãos governamentais. A substituição do modelo tradicional por duplicatas escriturais eliminaria a circulação de documentos em suporte físico e processos descentralizados, que historicamente favoreceram a emissão de duplicatas simuladas e a cessão simultânea do mesmo direito creditório a múltiplos credores. A proposta é que custódia e liquidação ocorram em plataformas credenciadas pelo regulador, com unicidade estrita por título gerado a partir de notas fiscais eletrônicas, rastreabilidade do ciclo de vida da dívida e interoperabilidade em tempo real entre empresas emissoras, instituições financeiras, factorings e registradoras. Para a gestão das companhias, os ganhos destacados incluem cessão de recebíveis auditada, fracionamento de garantias entre credores, interoperabilidade regulada e rastreamento ponta a ponta da entrega da mercadoria à liquidação bancária. Na cadeia de suprimentos, a padronização ampliaria a liquidez primária de fornecedores, especialmente em arranjos com prazos de faturamento de 90 a 120 dias, e permitiria integração via APIs a sistemas de gestão empresarial (ERPs). O debate integra um ciclo nacional de eventos itinerantes, com escalas já realizadas em Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória e Brasília e etapas previstas para Fortaleza, Florianópolis, Recife e São Paulo. A agenda reúne apoio de entidades como a Câmara de Dirigentes Lojistas de Goiânia, o SPC Brasil e a ABRAFESC, e envolve companhias de tecnologia de securitização, inteligência de dados e serviços fiduciários. A análise do veículo aponta a adaptação de esteiras de risco e a precificação de spread como pontos críticos para empresas emissoras, registradoras, agentes financiadores e o órgão regulador.
FONTE ORIGINAL:
https://brasilinovador.com.br/implementacao-da-duplicata-escritural-redefine-liquidez-e-gestao-de-risco-no-credito-empresarial
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