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Asaas anuncia captação de R$ 300 milhões em FIDC com nota máxima de rating para financiar recebíveis de pequenas e médias empresas

Publicado em: 05/10/2026 15:05
Asaas anuncia captação de R$ 300 milhões em FIDC com nota máxima de rating para financiar recebíveis de pequenas e médias empresas
A fintech de infraestrutura financeira Asaas informou ter concluído a estruturação e captação de uma nova tranche do fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC) denominado FIDC Asaas III, no volume total de R$ 300 milhões. A operação obteve classificação de risco AAA em escala nacional, concedida pela agência internacional S&P Global Ratings. O objetivo anunciado é canalizar os recursos para a antecipação de recebíveis de cartão de crédito da base de clientes da companhia, composta majoritariamente por pequenas e médias empresas (PMEs). A transação foi desenhada em estrutura de cotas com níveis distintos de subordinação para mitigar risco aos investidores institucionais: R$ 280 milhões em cotas seniores, distribuídas entre agentes do mercado de capitais, e R$ 20 milhões em cotas subordinadas retidas pelo próprio Asaas, que assume a primeira camada de perdas em caso de inadimplência da carteira cedida. A administração fiduciária e a gestão da esteira operacional ficam sob a condução da infraestrutura de securitização Kanastra. Segundo dados apresentados pela companhia, a operação representa o maior volume individual captado por meio de instrumentos securitizados em sua trajetória; no exercício fiscal de 2026, o volume de recebíveis adiantados somou R$ 1,4 bilhão, com montante próximo a R$ 3,9 bilhões concedidos desde os primeiros veículos de cessão de crédito. A busca por funding alternativo via fundos securitizados tem ganhado tração no ambiente corporativo nacional, conforme aponta o texto, diante de spreads elevados e exigências de garantias reais na intermediação bancária tradicional para micro e pequenas empresas. Na leitura atribuída ao CFO João Vitor Possamai, a antecipação de entradas financeiras atua como instrumento de planejamento operacional contínuo, entre outros usos, para honrar folhas de pagamento, renovar estoques e equalizar ciclos de caixa. A companhia também aponta a digitalização dos registros de duplicatas e o avanço regulatório do Banco Central do Brasil, com interoperabilidade de registradoras e individualização dos fluxos de cartão de crédito, como elementos que viabilizaram essa estrutura para agentes com menor faturamento. O arranjo tecnológico e a governança de liquidez automatizada são apresentados como parte central da estrutura. A Kanastra defende que a automação do fluxo de cessão, da validação de titularidade do direito creditório e da conciliação bancária preserva a integridade do rating AAA. Segundo declarações atribuídas ao cofundador Manuel Netto, a integração via Application Programming Interface (API) conecta em tempo real o fluxo transacional do software do cliente às contas de liquidação do fundo, reduzindo fricção manual e protegendo o portfólio contra duplicidade de cessão, inconsistências de liquidação de arranjos de bandeiras e fraudes cadastrais. Entre os pilares declarados constam a subordinação de capital proprietário, a rastreabilidade sistêmica com registradoras autorizadas pelo Banco Central, o rating com chancela internacional e a esteira de esteios via API. A companhia também destacou seu status de Instituição de Pagamento e a participação em iniciativas de integridade transacional, como o programa setorial de combate a fraudes do Banco Central. A operação se insere em uma trajetória de expansão da companhia, que declara mais de 300 mil clientes ativos e mais de 1.300 colaboradores. As metas públicas divulgadas pela gestão incluem receita líquida anual de R$ 1 bilhão em 2026 e projeção de R$ 2 bilhões até 2027, com o mercado de dívida securitizada descrito como motor central de funding, dispensando a absorção de passivos no balanço patrimonial da empresa. A companhia reporta também aportes acionários somando R$ 1 bilhão captados com SoftBank, BOND Capital e Vivo Ventures. O texto ressalta que o crescimento dessas operações impõe desafios de governança e monitoramento macroeconômico: a resiliência de carteiras pulverizadas de recebíveis ainda precisará ser testada em cenários de desaceleração abrupta do consumo das famílias ou de choques inflacionários persistentes que afetem a solvência dos estabelecimentos emissores. Segundo a análise, o aperfeiçoamento contínuo das registradoras de recebíveis, a transparência na custódia dos direitos creditórios e o rigor técnico na concessão de garantias serão determinantes para que o modelo siga como esteio de crescimento e competitividade para o ecossistema empresarial.
FONTE ORIGINAL:
https://brasilinovador.com.br/asaas-anuncia-captacao-de-r-300-milhoes-em-fidc-com-nota-maxima-de-rating-para-financiar-recebiveis-de-pequenas-e-medias-empresas
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