Voltar ao Observatório
Ouvir artigo
Compartilhar artigo
Abrir preferências de leitura
Tema
Claro
Sépia
Escuro
Tamanho da Fonte
A-
A+
Estilo da Fonte
Inter (Moderno)
Roboto (Clean)
Merriweather (Serifada)
Lora (Elegante)
Courier (Máquina)
49,2% dos apostadores online são considerados de risco e com cortes no consumo e atraso de contas
Publicado em: 07/10/2026 11:55
Um estudo da Scanntech em parceria com a MindMiners, realizado com 2 mil entrevistados em amostra sem ponderação, analisou a relação entre apostas online, comprometimento de renda e decisões de compra. Segundo a pesquisa, 26% dos entrevistados apostaram em bets nos últimos 12 meses e 12,8% da amostra total foram classificados como apostadores de risco — 255 pessoas, equivalentes a 48,9% dos apostadores digitais identificados. A classificação é um recorte operacional do estudo: considera apostadores que declararam usar ao menos uma das seguintes fontes de dinheiro para apostar — salário antes da separação das despesas, poupança ou reserva, cartão de crédito, cheque especial ou empréstimo consignado. Entre os apostadores de risco, 84% afirmaram ter alguma conta paga após o vencimento nos seis meses anteriores à pesquisa, percentual próximo ao de pessoas com empréstimo consignado (80%) e significativamente acima do grupo que não aposta nem possui consignado (48%). O mesmo padrão aparece na redução de compras nos últimos 12 meses: 78% entre apostadores de risco, 76% entre pessoas com consignado e 58% no grupo sem apostas e sem consignado. Entre os apostadores de risco que cortaram compras de supermercado, 25% reduziram a quantidade ou deixaram de comprar alimentos básicos, como arroz, feijão, leite e óleo; categorias como ultraprocessados, carnes e bebidas alcoólicas também apareceram entre as mais cortadas. A pesquisa destaca a origem do recurso como um dos principais sinais de risco, já que o valor apostado, isoladamente, não explicaria o grau de comprometimento financeiro. Entre pessoas com crédito consignado, 46% apostaram, contra 26% da população amostrada, e 24% dos apostadores de risco declaram apostar com dinheiro do consignado. Em termos de valores mensais, o estudo indica média de R$ 239 destinados a bets entre apostadores fora do grupo de risco e R$ 485 entre apostadores de risco, enquanto o desconto médio mensal de parcelas de empréstimo consignado chega a R$ 959. Da renda que sai do consumo para apostas e parcelas de consignado, 57% seriam destinados a empréstimos e 43% a apostas. O levantamento também situa esses dados no contexto mais amplo de endividamento das famílias. O Banco Central divulgou que o comprometimento de renda das famílias com dívidas e a inadimplência bancária de pessoas físicas atingiram recordes históricos, de 28,7% em junho e 6% em agosto, respectivamente, ao lado do maior percentual de famílias endividadas desde o início da série da CNC. A Scanntech ressalva que o estudo não atribui às bets a causa isolada do endividamento, mas identifica que as apostas adicionam pressão no orçamento das famílias. A empresa posiciona o achado como relevante para o varejo e para a leitura do consumo, uma vez que a renda comprometida antes da organização das despesas mensais se reflete em redução de volumes, troca de marcas, busca por promoções e corte de itens básicos. A classificação de apostador de risco é apresentada como recorte operacional da própria pesquisa, com dados de apostas coletados a partir de respostas sobre atividades dos últimos 12 meses e informações de consignado referentes a compromissos vigentes no momento do levantamento.
FONTE ORIGINAL:
https://paraibatotal.com.br/2026/10/07/492-dos-apostadores-online-sao-considerados-de-risco-e-com-cortes-no-consumo-e-atraso-de-contas
⚠️
Aviso Importante
Este conteúdo foi coletado e processado com o auxílio de inteligência artificial.
Podem ocorrer imprecisões na extração. Recomendamos consultar a fonte original, especialmente para informações sensíveis.
Todos os direitos e créditos pertencem à fonte original, disponível no link acima.
0%
0.5x
0.75x
1.0x
1.25x
1.5x
2.0x