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Proibição das bets pode devolver até R$ 40 bilhões por ano ao orçamento das famílias
Publicado em: 07/10/2026 08:44
A proibição das apostas online no Brasil pode redirecionar cerca de R$ 40 bilhões por ano para o orçamento das famílias, com potencial impacto sobre consumo, poupança e pagamento de dívidas. O cálculo considera a receita bruta obtida pelas empresas do setor antes da suspensão das operações, equivalente às perdas líquidas dos apostadores. Dados da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda indicaram GGR — receita bruta dos jogos — de R$ 20,2 bilhões no primeiro semestre de 2026 no mercado regulado de apostas de quota fixa. Mantido o mesmo ritmo anual, o montante chegaria a aproximadamente R$ 40,4 bilhões. As famílias brasileiras perdiam, em termos líquidos, cerca de R$ 110 milhões por dia nas bets, o equivalente a aproximadamente R$ 770 milhões por semana. A estimativa não considera uma eventual migração dos usuários para sites clandestinos. Até a proibição, o mercado regulado reunia 84 operadores autorizados e 196 marcas comerciais, com 68,84% dos usuários sendo homens e a maior concentração de apostadores na faixa etária de 31 a 40 anos (29,07% do total). A movimentação financeira das plataformas, estimada em cerca de R$ 600 milhões por dia, caiu a zero após a entrada em vigor da medida provisória que tornou as apostas online ilegais, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan. O Banco Central e instituições financeiras identificaram uma redução nas operações via Pix destinadas às casas de apostas, acompanhada de sinais de redirecionamento dos recursos. Um técnico do BC apontou a proibição como hipótese mais plausível para a queda inicial no número de transações, mas alertou ser necessário observar um período mais longo para separar efeitos da medida de oscilações sazonais. Há divergências entre análises preliminares de instituições financeiras. O governo sustenta que estudos relacionam a expansão das plataformas ao aumento do endividamento das famílias e prepara projeto de lei para criminalizar a atividade, com penas que podem chegar a seis anos de prisão. As empresas do setor articulam reação política e jurídica: entidades que representam as plataformas recorreram ao STF, alegando mudança abrupta e prejuízos bilionários, enquanto a Advocacia-Geral da União defendeu a manutenção da proibição citando a movimentação de R$ 7 bilhões por organizações criminosas em plataformas clandestinas de apostas.
FONTE ORIGINAL:
https://www.brasil247.com/economia/proibicao-das-bets-pode-devolver-ate-r-40-bilhoes-por-ano-ao-orcamento-das-familias
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