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Revolut faz do Brasil seu "laboratório de crédito" para o mundo
Publicado em: 07/10/2026 07:56
A Revolut enxerga o Brasil como possível "laboratório de crédito" para o grupo, apostando que o hábito do consumidor local de usar o cartão de crédito cria terreno favorável para desenvolver produtos que possam ser replicados em outros mercados, segundo o CEO da operação brasileira, Glauber Mota. A companhia ainda mantém exposição muito reduzida ao empréstimo, emprestando uma fração pequena dos depósitos. O movimento de ampliação do crédito ganhou corpo ao estender a oferta a clientes elegíveis em todas as categorias de cartão e lançar um plano premium. A estrutura adotada separa o pacote de benefícios do cartão do limite disponível, que decorre da análise de renda — contratar categoria superior não eleva automaticamente o limite. A dimensão da oportunidade aparece na comparação com o Nubank: a Revolut reúne uma base de depósitos maior, mas empresta muito menos do que o concorrente brasileiro. Os modelos divergem — o banco digital brasileiro cresceu a partir do cartão de crédito e concentra atuação na América Latina; a fintech britânica apostou em plataforma global de serviços financeiros, com menor exposição ao risco de emprestar. A carteira global de crédito cresceu rapidamente em 2025, principalmente com empréstimos pessoais e cartões, a partir de base pequena em relação aos saldos de clientes. O desafio é incorporar o crédito como novo motor de receita sem perder a disciplina de risco que marcou a trajetória da empresa: ganhar escala exige seleção de clientes, calibragem de limites e administração de inadimplência. É nessa interseção entre demanda e gestão de risco que a experiência brasileira pode ganhar relevância dentro do grupo. A aposta ocorre em meio à expansão da infraestrutura bancária da companhia, com licenças obtidas em outros mercados e aprovação condicional para criar um banco nacional nos Estados Unidos, ainda sujeita a autorizações regulatórias. No Brasil, a agenda de exportação de soluções não se limita ao crédito: está no radar a possibilidade de permitir o uso de Pix no exterior e no país por estrangeiros via plataforma internacional, além de ferramentas de segurança já desenvolvidas localmente. O próximo passo previsto é o lançamento do Revolut Business, plataforma corporativa disponível em mercados como Europa, Estados Unidos e Austrália, com reforço na estrutura de crescimento para a América Latina. Como permanece fora da bolsa, o valuation atribuído à Revolut representa avaliação negociada em transação privada.
FONTE ORIGINAL:
https://neofeed.com.br/wealth-management/revolut-faz-do-brasil-seu-laboratorio-de-credito-para-o-mundo
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