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Inadimplência e endividamento das famílias recuam em setembro, diz CNC

Publicado em: 08/10/2026 11:26
Inadimplência e endividamento das famílias recuam em setembro, diz CNC
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou, nesta quinta-feira (8), os dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) referentes a setembro. Segundo a entidade, a inadimplência e o endividamento das famílias brasileiras recuaram em relação a agosto, um movimento que o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, qualificou como um “respiro” no orçamento das famílias. Na Peic, a parcela de endividados caiu de 82% para 81,7% de agosto para setembro, mas permaneceu acima do registrado em setembro de 2025 (79,2%). Entre os endividados, a fatia que admitiu inadimplência recuou de 29,9% para 29,6%, patamar inferior ao de setembro de 2025 (30,5%). A proporção de inadimplentes sem condições de quitar dívidas estabilizou em 12,5%, contra 13% no mesmo mês do ano anterior. Para a CNC, o cenário reflete arrefecimento da inadimplência e composição mais favorável do orçamento doméstico. No entanto, a mesma pesquisa aponta que a fatia da renda das famílias comprometida com o pagamento de dívidas subiu de 29,5% para 29,6% no período, atingindo o maior nível em sete meses, desde os 29,7% de fevereiro. Tadros avaliou que a consolidação do quadro nos próximos meses depende de condições macroeconômicas mais favoráveis, como juros menores. A melhora no patamar de endividamento não foi uniforme entre as faixas de renda e foi impulsionada por famílias de menor poder aquisitivo. Entre quem ganha até três salários mínimos, a fatia de endividados recuou de 85,1% para 84,6%; entre os de renda de três a cinco salários mínimos, de 83,7% para 83,3%. Em contrapartida, na faixa de cinco a dez salários mínimos, a parcela de endividados avançou de 77,2% para 77,9%. A pesquisa também registrou que, embora a fatia de inadimplentes tenha recuado, o tempo médio de atraso de dívidas avançou pelo segundo mês consecutivo, de 65 para 65,3 dias — o patamar mais longo desde novembro de 2024 (65,5 dias). A piora foi impulsionada por dívidas com mais de 90 dias de atraso, que hoje representam 48,9% do total de contas vencidas. Tadros reiterou que a redução do endividamento e da inadimplência dá um pequeno respiro às famílias e defendeu medidas que favoreçam o acesso ao crédito em condições mais adequadas, com juros mais compatíveis com a realidade de famílias e empresas.
FONTE ORIGINAL:
https://valor.globo.com/brasil/noticia/2026/10/08/inadimplencia-e-endividamento-das-familias-recuam-em-setembro-diz-cnc.ghtml
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